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    Trump condena o mundo a guerra sem fim

    Passados sete meses da guerra entre EUA e Irã , Donald Trump rejeitou a nova proposta de acordo de Teerã , no último sábado (26). Ambos os lados sinalizam ter fôlego para prosseguir com as hostilidades. Leia mais (09/30/2026 - 22h00)

    Folha de S.Paulo
    1 de outubro de 2026 às 01:00
    Trump condena o mundo a guerra sem fim
    Homem branco de cabelos grisalhos e loiros veste terno azul escuro, camisa branca e gravata vermelha, sentado em cadeira preta em ambiente formal com bandeiras ao fundo. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Donald Trump, presidente dos Estados Unidos - Kent Nishimura - 30.set.26/AFP · Kent Nishimura - 30.set.26/AFP
    Donald Trump, presidente dos Estados Unidos - Kent Nishimura - 30.set.26/AFP · Kent Nishimura - 30.set.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Passados sete meses da guerra entre EUA e Irã , Donald Trump rejeitou a nova proposta de acordo de Teerã , no último sábado (26). Ambos os lados sinalizam ter fôlego para prosseguir com as hostilidades.

    O poderio militar americano, mesmo com a queda nos estoques de munições, continua insuperável e à disposição de um governo pouco afeito a submeter suas operações ao Senado.

    Combalido economicamente antes mesmo do início dos ataques, o Irã maneja seu poderio sobre vias marítimas essenciais ao comércio de combustíveis.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Seus aliados iemenitas, os houtis, atuam no bloqueio do estreito de Bab el-Mandeb. Este é outro gargalo das rotas energéticas da região, além do estreito de Hormuz , por onde passaram 25% do comércio mundial de petróleo e 19% do de gás natural liquefeito em 2025, segundo órgão de pesquisa do Congresso dos EUA.

    Em setembro, o preço do barril de petróleo voltou a superar US$ 100 pela primeira vez desde julho; antes da guerra, em fevereiro, o valor rondava US$ 72.

    Tampouco há sinais de que os ataques iranianos a bases americanas no Oriente Médio e à infraestrutura petrolífera dos aliados árabes dos EUA tenham se esgotado. Em paralelo, a decisão do Pentágono de remover as últimas tropas americanas do Iraque , na quarta (30), motiva potencial inclusão do governo xiita de Bagdá na órbita de influência de Teerã.

    ilustração de Daniel Bueno para as páginas do projeto editorial da Folha
    ilustração de Daniel Bueno para as páginas do projeto editorial da Folha — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A recusa da teocracia em prosseguir com as negociações de paz com os EUA, em julho, e o consequente fim do cessar-fogo —descumprido por ambos os lados— já emitira um alerta ao mundo.

    Mas a rejeição à nova proposta de conciliação de Teerã —definição dos termos de paz em sete dias, com subsequente início das negociações do seu programa nuclear— indica que Trump só conversará com o Irã quando o regime dos aiatolás acatar suas exigências e recuar nas demandas.

    Negociar, contudo, seria oportuno ao republicano, levando em conta as eleições legislativas no país em novembro e a sua popularidade, que erodiu na medida em que a inflação e a taxa de juros avançaram com a guerra.

    Ademais, pressionada a alavancar crescimento econômico pela via do consumo interno, a China precisa do petróleo aos preços pré-guerra e não pode abandonar seu aliado, o Irã. Assim, quanto mais longo for o conflito, maiores os riscos de Xi Jinping ter seus atritos com Trump agravados.

    Enquanto o americano se aferra a um sonho de vitória incontestável, o mundo sofre os efeitos nefastos de uma guerra mal calculada já em sua origem.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/09/trump-condena-o-mundo-a-guerra-sem-fim.shtml.

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    Donald Trump, presidente dos Estados Unidos - Kent Nishimura - 30.set.26/AFP · Kent Nishimura - 30.set.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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