Trump assina decretos para facilitar proteção de rebanhos e processamento de carne por pecuaristas
O presidente Donald Trump assinou nesta sexta-feira (4) decretos destinados a ajudar pecuaristas a proteger seus rebanhos de lobos, ampliar o processamento de carne e avançar na adoção de rótulos com o país de origem. As medidas fazem parte de uma investida do governo para tentar reduzir preços recordes da carne bovina. Leia mais (09/04/2026 - 18h23)

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
O presidente Donald Trump assinou nesta sexta-feira (4) decretos destinados a ajudar pecuaristas a proteger seus rebanhos de lobos, ampliar o processamento de carne e avançar na adoção de rótulos com o país de origem. As medidas fazem parte de uma investida do governo para tentar reduzir preços recordes da carne bovina.

Os decretos incluem medidas que permitem aos pecuaristas proteger seus rebanhos de lobos cinzentos e facilitam o processamento e a venda de alimentos provenientes das próprias propriedades de agricultores e pecuaristas, afirmou Trump durante a cerimônia de assinatura no Salão Oval.
O decreto de Trump sobre a rotulagem do país de origem não chega a restabelecer a obrigatoriedade dessa informação, e o presidente disse que são necessárias medidas adicionais —incluindo a aprovação do Congresso— para fornecer aos consumidores mais informações sobre a origem da carne bovina.
A medida relativa aos lobos trata de uma preocupação antiga dos pecuaristas, que afirmam que esses animais podem atacar o gado, sobretudo bezerros, provocando perdas e obrigando os produtores a gastar mais para monitorar e proteger seus rebanhos.

Os lobos-cinzentos continuam protegidos pela Lei Federal de Espécies Ameaçadas de Extinção em grande parte do país, embora as proteções variem conforme a região.
A iniciativa ocorre enquanto Trump tenta enfrentar os preços recordes da carne bovina e, ao mesmo tempo, sofre pressão dos pecuaristas devido ao esforço de seu governo para aumentar as importações.
Os preços da carne bovina no varejo atingiram níveis recordes neste ano, enquanto o rebanho bovino dos Estados Unidos caiu para o menor patamar em 75 anos. Secas e incêndios florestais contribuíram para a redução da oferta de gado, criando um difícil problema político para o governo, que tenta diminuir os gastos com alimentos sem prejudicar ainda mais os pecuaristas do país.

Na semana passada, o governo ampliou temporariamente em 300 mil toneladas a cota de importações de carne bovina magra com tarifas reduzidas, argumentando que é necessário aumentar a oferta para reduzir os preços aos consumidores.
A medida enfrentou oposição dos pecuaristas , que afirmam que o aumento das importações pode pressionar os preços do gado nos EUA e dificultar a recomposição do rebanho nacional.
A rotulagem do país de origem é uma reivindicação antiga de alguns pecuaristas norte-americanos, que defendem que os consumidores devem poder diferenciar a carne bovina nacional dos produtos importados.
O Congresso revogou, em 2015, a obrigatoriedade dessa rotulagem para carnes bovina e suína, após uma série de decisões da OMC (Organização Mundial do Comércio) relativas a contestações apresentadas pelo Canadá e pelo México.
Pelas regras atuais, as empresas podem usar voluntariamente o rótulo "Produto dos EUA", desde que cumpram as exigências federais.
Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.
O governo está tratando da questão da rotulagem ao mesmo tempo que busca aumentar as importações de carne bovina para enfrentar a escassez da oferta interna, evidenciando as pressões conflitantes no centro da política de Trump para o setor.
Trump argumenta que o aumento das importações é necessário para proporcionar alívio imediato aos consumidores enquanto seu governo trabalha para recompor o rebanho bovino dos EUA .
Os pecuaristas, por sua vez, alertam que importações adicionais podem reduzir os incentivos à expansão da produção nacional.
O governo também anunciou medidas de apoio a frigoríficos de menor porte, incluindo iniciativas para facilitar o processamento do próprio gado pelos pecuaristas, desafiando o domínio das maiores empresas frigoríficas do país.
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
De 2ª a 6ª pela manhã, receba o boletim gratuito com notícias e análises de economia
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/trump-assina-decretos-para-facilitar-protecao-de-rebanhos-e-processamento-de-carne-por-pecuaristas.shtml.

Presidente Donald Trump no evento de assinatura dos decretos na Casa Branca - Evelyn Hockstein/Reuters · Evelyn Hockstein/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
Compartilhe
Espalhe essa notícia

