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    Trump aprova 1ª execução por pelotão de fuzilamento das Forças Armadas em mais de 60 anos

    O presidente Donald Trump aprovou a execução do major Nidal Malik Hasan, oficial do Exército dos Estados Unidos que matou 13 pessoas e feriu outras 32 no ataque a tiros de 2009 em Fort Hood, no Texas, o mais letal já ocorrido em uma base militar americana. Leia mais (10/06/2026 - 13h02)

    Folha de S.Paulo
    6 de outubro de 2026 às 16:02
    Trump aprova 1ª execução por pelotão de fuzilamento das Forças Armadas em mais de 60 anos
    Foto: Folha de S.Paulo

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    O presidente Donald Trump aprovou a execução do major Nidal Malik Hasan, oficial do Exército dos Estados Unidos que matou 13 pessoas e feriu outras 32 no ataque a tiros de 2009 em Fort Hood, no Texas, o mais letal já ocorrido em uma base militar americana.

    O presidente Donald Trump embarca no Air Force One para participar de comitê em Nebraska - Nathan Howard - 5.out.26/Reuters · Nathan Howard - 5.out.26/Reuters
    O presidente Donald Trump embarca no Air Force One para participar de comitê em Nebraska - Nathan Howard - 5.out.26/Reuters · Nathan Howard - 5.out.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, afirmou na segunda-feira (5) que Hasan seria executado por um pelotão de fuzilamento e acrescentou que o secretário do Exército definiria a data, o horário e o local da execução.

    Se a ordem for cumprida, Hasan, 56, será a primeira pessoa executada pelo sistema de Justiça militar desde 1961 e poderá ser a primeira a ser executada pelo governo federal desde a morte de 13 detentos nos últimos dias do primeiro mandato de Trump.

    O presidente George W. Bush havia autorizado uma execução militar em 2008, mas ela foi posteriormente suspensa e não chegou a ser realizada. No fim de 2024, o presidente Joe Biden comutou as penas de quase todos os presos no corredor da morte federal civil.

    Projeto Inocência: o homem que ajuda a libertar condenados no corredor da morte
    Projeto Inocência: o homem que ajuda a libertar condenados no corredor da morte — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em 5 de novembro de 2009, Hasan, um psiquiatra do Exército lotado em Fort Hood, levou uma arma pessoal para dentro da base e abriu fogo em um ataque letal que abalou as Forças Armadas dos EUA. Hasan afirmou ter realizado o atentado —ocorrido no auge da luta contra o terrorismo após o 11 de Setembro— para travar uma jihad contra o que chamou de guerras ilegais e imorais no Afeganistão e no Iraque .

    Hasan, que foi baleado durante o ataque e ficou paralisado da cintura para baixo, confessou os assassinatos durante seu julgamento por corte marcial e foi condenado, em 2013, por 45 acusações de homicídio premeditado e tentativa de homicídio premeditado.

    Ele está detido no corredor da morte militar em Fort Leavenworth, no Kansas. Hasan não demonstrou remorso por seus atos e disse a uma junta militar de saúde mental que gostaria de ter morrido no ataque para poder se tornar um mártir. Acrescentou que, se acabasse sendo executado, "ainda seria um mártir".

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    Nascido em Arlington, na Virgínia, filho de palestinos muçulmanos, Hasan estudou na Virginia Tech e iniciou sua formação na faculdade de medicina militar em 1997. Sua visão do islamismo tornou-se extremista nos anos anteriores ao ataque.

    Em seu comunicado, Parnell, porta-voz do Pentágono, destacou as motivações jihadistas de Hasan e o descreveu de forma imprecisa como um "terrorista condenado". Em uma decisão deliberada das Forças Armadas, Hasan não foi processado por acusações relacionadas ao terrorismo.

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    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A execução de Hasan ainda pode ser impedida. Quando Bush ordenou a execução do soldado Ronald A. Gray, condenado por uma série de estupros e assassinatos cometidos na década de 1980, um juiz suspendeu a ordem, afirmando que Gray deveria ter mais tempo para apresentar um recurso federal. Até 2026, Gray permanece no corredor da morte militar.

    O soldado John A. Bennett foi o último homem executado pelas Forças Armadas. Ele foi enforcado em 13 de abril de 1961, depois de ser condenado pelo estupro e pela tentativa de homicídio de uma menina de 11 anos enquanto estava lotado na Áustria.

    Há quatro detentos no corredor da morte militar aguardando execução. Ao contrário do que ocorre nas execuções estaduais, integrantes das Forças Armadas não podem ser executados sem que o presidente confirme pessoalmente a sentença de morte.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/10/trump-aprova-1a-execucao-por-pelotao-de-fuzilamento-das-forcas-armadas-em-mais-de-60-anos.shtml.

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    O presidente Donald Trump embarca no Air Force One para participar de comitê em Nebraska - Nathan Howard - 5.out.26/Reuters · Nathan Howard - 5.out.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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