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    Tribunal nega recurso e libera obra no Bosque dos Salesianos, na zona oeste de São Paulo

    O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve nesta quinta-feira (1º) a sentença que havia negado a interrupção de uma obra no antigo Bosque dos Salesianos , na região do Alto da Lapa, zona oeste da capital. Cabe recurso. Leia mais (10/01/2026 - 16h25)

    Folha de S.Paulo
    1 de outubro de 2026 às 19:25
    Tribunal nega recurso e libera obra no Bosque dos Salesianos, na zona oeste de São Paulo
    Área verde com árvores e vegetação densa no centro da imagem, cercada por prédios residenciais de vários andares. Caminho de terra corta a vegetação, e ao lado direito há um prédio de três andares com fachada branca e detalhes vermelhos. Ao — Foto: Folha de S.Paulo

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    O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve nesta quinta-feira (1º) a sentença que havia negado a interrupção de uma obra no antigo Bosque dos Salesianos , na região do Alto da Lapa, zona oeste da capital. Cabe recurso.

    Árvores derrubadas no antigo Bosque dos Salesianos, na região do Alto da Lapa, zona oeste de São Paulo - Rafaela Araújo - 4.nov.25/Folhapress · Rafaela Araújo - 4.nov.25/Folhapress
    Árvores derrubadas no antigo Bosque dos Salesianos, na região do Alto da Lapa, zona oeste de São Paulo - Rafaela Araújo - 4.nov.25/Folhapress · Rafaela Araújo - 4.nov.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Por 3 votos a 2, a 2ª Câmara de Direito Ambiental negou recurso apresentado pelo Ministério Público segundo o qual as obras seriam irregulares. A decisão na prática dá aval ao projeto da construtora Tegra para erguer um empreendimento imobiliário no local. O empreendimento estava suspenso desde dezembro do ano passado.

    A área pertencia à Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo ) e foi vendida à Tegra em maio de 2024. O valor do negócio foi estimado em R$ 95 milhões.

    O vaivém processual se arrasta há dois anos. Em novembro de 2024, a Justiça, em 1º grau, suspendeu as obras sob o argumento de que a Tegra não tinha todas as licenças necessárias para executar as obras. Argumentou na ocasião que havia indicativos de que o local seria protegido por um decreto estadual.

    Moradores protestam contra corte de árvores em bosque no Alto da Lapa
    Moradores protestam contra corte de árvores em bosque no Alto da Lapa — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A decisão acabou cassada em março de 2025 pelo Tribunal de Justiça, que não viu "omissão na atuação do município a justificar interferência do Judiciário". Ao reverter a liminar, o TJ entendeu também que a legislação que havia classificado a área como protegida havia sido modificada.

    Em maio do ano passado, o juiz Kenichi Koyama, da 15ª Vara da Fazenda Pública, concluiu que os argumentos do Ministério Público voltados a impedir a obra eram todos improcedentes.

    "Havendo previsão legal para o licenciamento ambiental e urbanístico, com participação de órgãos técnicos especializados e mecanismos de compensação ambiental, não se justifica a imposição das obrigações pleiteadas", escreveu o magistrado.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Para ele, eventual intervenção do Judiciário neste caso representaria "impedimento absoluto ao exercício do direito de propriedade e ao desenvolvimento de atividade econômica lícita, sem comprovação concreta de ilegalidade ou dano ambiental ".

    A Promotoria recorreu, e a Tegra deu início às intervenções no local.

    O TCA (Termo de Compromisso Ambiental) assinado pela incorporadora junto à gestão Ricardo Nunes (MDB) previa a supressão de 118 árvores do local, "sendo 92 delas invasoras, exóticas e mortas" e plantio compensatório de cerca de 1.700 árvores nativas na região a título de compensação.

    Trilili Urna Eletrônica
    Trilili Urna Eletrônica — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os cortes foram efetuados em novembro de 2025 sob protestos de moradores, que se manifestaram em frente às obras. Em dezembro, o Tribunal de Justiça acolheu pedido da Promotoria e determinou a paralisação imediata do empreendimento, que já havia começado, até que o recurso fosse julgado em caráter definitivo.

    Além dos aspectos legais, o Ministério Público havia dito ao TJ que havia um "clamor popular" a favor da preservação da área e cita um projeto de lei que cria um parque na região e um pedido aos órgãos de patrimônio para que o local seja tombado.

    O local desde então continua o mesmo: cercado por tapumes, sem as árvores que foram suprimidas e sem nenhum tijolo a mais.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/10/tribunal-nega-recurso-e-libera-obra-no-bosque-dos-salesianos-na-zona-oeste-de-sao-paulo.shtml.

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    Árvores derrubadas no antigo Bosque dos Salesianos, na região do Alto da Lapa, zona oeste de São Paulo - Rafaela Araújo - 4.nov.25/Folhapress · Rafaela Araújo - 4.nov.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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