Alagoas

    TRE-AL barra candidatura de Dr. João Neto por violência contra mulher

    TRE-AL barra candidatura de Dr. João Neto por violência contra mulher em decisão. Reprodução O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) indeferiu, na manhã desta segunda-feira (14), o registro da candidatura do advogado João Francisco de Assis Neto, o Dr. João Neto (Solidariedade), a deputado federal. A decisão foi tomada por 4 votos a 3.O julgamento atendeu a uma impugnação apresentada pelo senador e candidato à reeleição Renan Calheiros (MDB). A ação utilizou como fundamento a condenação de João Neto, confirmada por órgão colegiado, pelo crime de lesão corporal praticado cont

    Gazeta de Alagoas
    14 de setembro de 2026 às 12:44
    TRE-AL barra candidatura de Dr. João Neto por violência contra mulher
    Foto: Gazeta de Alagoas

    Impugnação foi apresentada por Renan Calheiros e recebeu parecer favorável do Ministério Público Eleitoral

    O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) indeferiu, na manhã desta segunda-feira (14), o registro da candidatura do advogado João Francisco de Assis Neto, o Dr. João Neto (Solidariedade), a deputado federal. A decisão foi tomada por 4 votos a 3.

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    TRE-AL barra candidatura de Dr. João Neto por violência contra mulher em decisão. Reprodução
    TRE-AL barra candidatura de Dr. João Neto por violência contra mulher em decisão. Reprodução — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    O julgamento atendeu a uma impugnação apresentada pelo senador e candidato à reeleição Renan Calheiros (MDB). A ação utilizou como fundamento a condenação de João Neto, confirmada por órgão colegiado, pelo crime de lesão corporal praticado contra uma mulher com quem mantinha relacionamento.

    João Neto foi condenado em junho de 2025 a quatro anos e dois meses de prisão. A sentença foi confirmada pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas em fevereiro de 2026, mas ainda não houve trânsito em julgado.

    Na impugnação, Renan defendeu que a Lei das Inelegibilidades fosse interpretada com perspectiva de gênero. A tese sustentou que seria incompatível com o dever constitucional de proteção às mulheres permitir que uma pessoa condenada por violência de gênero recebesse mandato para legislar sobre direitos e políticas de enfrentamento a esse tipo de crime.

    Jonathas Maresia
    Jonathas Maresia — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    O Ministério Público Eleitoral concordou com o pedido. Em parecer, o órgão argumentou que a Justiça Eleitoral deve considerar o bem jurídico protegido pela norma e a evolução da legislação de combate à violência contra a mulher, não apenas a classificação formal do crime no Código Penal. “Agressor de mulher não pode representar o povo”, afirmou Renan Calheiros ao comentar o parecer.

    João Neto contestou a impugnação e negou ter agredido a ex-companheira. Em manifestação anterior, afirmou que o episódio teria sido um “acidente doméstico” e acusou Renan de incoerência.

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    Aplicativo na whatsapp Store — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas
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    MP Eleitoral pede à PF apuração contra Rico Melquiades por coação a funcionária — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas
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    TRE-AL barra candidatura de Dr. João Neto por violência contra mulher em decisão. Reprodução
    TRE-AL barra candidatura de Dr. João Neto por violência contra mulher em decisão. Reprodução — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    Publicado originalmente por Gazeta de Alagoas. Leia a matéria completa em https://www.gazetaweb.com/noticias/eleicoes/tre-al-barra-candidatura-de-dr-joao-neto-por-violencia-contra-mulher-935681.

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