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    Transporte sofre com estrada sem asfalto e falta de trens e corredores de ônibus, diz CNT

    Em um país cuja carga majoritariamente é transportada por caminhões , assusta saber que apenas 13% da malha rodoviária brasileira é pavimentada. O dado consta na edição de 2026 do Plano CNT de Transporte e Logística. Leia mais (09/08/2026 - 06h00)

    Folha de S.Paulo
    8 de setembro de 2026 às 09:00
    Transporte sofre com estrada sem asfalto e falta de trens e corredores de ônibus, diz CNT
    Estrada asfaltada apresenta dois buracos grandes e profundos no centro da pista. Ao lado direito, no chão, há uma roda de carro sem pneu. Vegetação densa e árvores cercam a estrada em ambos os lados. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Em um país cuja carga majoritariamente é transportada por caminhões , assusta saber que apenas 13% da malha rodoviária brasileira é pavimentada. O dado consta na edição de 2026 do Plano CNT de Transporte e Logística.

    Asfalto precário, com deslizamento de terra e árvores em parte da pista da rodovia Cunha-Paraty; entre SP a RJ; Confederação Nacional dos Transportes aponta a necessidade de se recupar 26,5 mil km de estradas - Reginaldo Pupo - 2.abr.24/Fol
    Asfalto precário, com deslizamento de terra e árvores em parte da pista da rodovia Cunha-Paraty; entre SP a RJ; Confederação Nacional dos Transportes aponta a necessidade de se recupar 26,5 mil km de estradas - Reginaldo Pupo - 2.abr.24/Fol — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O documento interativo de 146 páginas, com dados apurados pela Confederação Nacional do Transporte, busca nortear os governos eleitos em outubro para os principais gargalos de infraestrutura no transporte de cargas e pessoas.

    A sétima edição do relatório reúne 2.837 projetos, com investimento estimado em R$ 2,032 trilhões.

    Além da falta de asfalto, a conservação das estradas brasileiras continua sendo um dos principais problemas enfrentados pelo setor.

    Trem Expresso Aeroporto tem superlotação e pessoas sentadas no chão
    Trem Expresso Aeroporto tem superlotação e pessoas sentadas no chão — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Com base em outra pesquisa encomendada pela confederação, sobre o estado das rodovias e publicada em dezembro do ano passado, o novo documento cita que 62,1% dos trechos avaliados foram classificados como regulares, ruins ou péssimos . Entre as estradas com gestão pública, o percentual chegou a 72,8%.

    A CNT defende uma combinação de recuperação da malha rodoviária existente, ampliação da capacidade, duplicação, pavimentação de trechos ainda não asfaltados e construção de novas ligações.

    Ao todo, o plano aponta 1.177 projetos rodoviários de integração nacional. São 26,5 mil km de recuperação de pavimento , além de mais de 10,3 mil km de duplicações.

    Linha de onibus na zona norte de São Paulo é campeã de reclamações
    Linha de onibus na zona norte de São Paulo é campeã de reclamações — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Para Fernanda Resende, diretora-executiva da CNT, é preciso fazer recomposição de orçamentos e aumentar investimentos públicos e privados nos projetos de infraestrutura de transporte.

    "Esse é o primeiro recurso a ser cortado em momentos de crise, já que não se pode mexer em setores como saúde e educação", afirma. "Mas ele movimenta empregos e comércio."

    Dos mais de R$ 2 trilhões estimados, praticamente metade é para ações sobre trilhos .

    Veja imagens do aeroporto de Congonhas, em São Paulo
    Veja imagens do aeroporto de Congonhas, em São Paulo — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    São 115 projetos para construção de 25,5 mil km de ferrovias, o que ficaria perto de dobrar os cerca de 32 mil km atuais.

    Também são citadas a recuparção de 14 mil km de trilhos.

    A densidade de 3,7 km de ferrovia para cada mil km² de área passaria para 6,7 km. "Mesmo assim, ficaria muito distante dos quase 30 km de densidade de infraestrutura ferroviária dos Estados Unidos", afirma Fernanda.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Há ainda cinco projetos de trens de alta velocidade , que somados chegam a 1.556 km de extensão, com previsão de custo de R$ 175,4 bilhões.

    O plano cita o TAV (trem de alta velocidade) entre São Paulo e Rio de Janeiro, com ligação também com Campinas.

    A proposta aparece como um dos destaques da região Sudeste e faz parte da aposta da entidade na expansão do transporte ferroviário de passageiros.

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Importado Automaticamente de: https://www.bbc.c
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    O projeto é antigo e nunca avançou. Estudos para um trem de alta velocidade no eixo Rio-São Paulo começaram em 1981 e foram retomados nos anos 1990. Em 2007, o governo federal incluiu o empreendimento no Programa Nacional de Desestatização e chegou a preparar uma concessão, mas o leilão de 2010 não atraiu interessados.

    O governo previu início de obras para 2011 e operação para 2020, mas a ideia nunca prosperou.

    O diagnóstico da CNT é que o crescimento das cidades e a concentração populacional aumentaram a demanda por deslocamentos, mas a infraestrutura de transporte coletivo não acompanhou esse processo na mesma velocidade.

    O resultado são viagens mais demoradas, congestionamentos e maior dependência do transporte individual. Para a entidade, a expansão e a qualificação do transporte coletivo são essenciais para melhorar a mobilidade e reduzir emissões poluentes.

    A proposta inclui a construção ou extensão de linhas de metrô e trens urbanos, além de novos sistemas de monotrilho, VLT e aeromóvel.

    Também estão previstos projetos para recuperar e modernizar ferrovias urbanas , para aumentar a velocidade, o conforto e a segurança dos passageiros.

    O estado de São Paulo é citado com projetos urbanos de integração entre municípios, porque a CNT considera que as relações econômicas e sociais das regiões metropolitanas exigem redes de transporte articuladas.

    A proposta inclui 269 km de metrô ou trem urbano no estado, com investimento estimado em cerca de R$ 173 bilhões.

    Além disso, São Paulo aparece com 170,3 km de projetos de monotrilhos , VLT ou aeromóvel, estimados em R$ 20,8 bilhões, e mais 35,2 km de recuperação de ferrovias urbanas, com R$ 2,3 bilhões.

    Somados, os projetos sobre trilhos destinados ao transporte urbano no estado de São Paulo passam de R$ 196 bilhões.

    O plano também prevê a necessidade de investimentos em sistemas de priorização de ônibus .

    Segundo o relatório, na maioria das cidades brasileiras, a insuficiência de vias dedicadas ao transporte público coletivo, como faixas e corredores exclusivos para ônibus, compromete a eficiência operacional dos sistemas, reduzindo a velocidade média das viagens e a atratividade do serviço coletivo para a população.

    Somado a isso, diz o texto, há dificuldade na implantação e expansão de projetos metroferroviários, que demandam elevados investimentos e longos prazos de execução, em um contexto geral de limitações orçamentárias e descontinuidade de políticas públicas.

    "É preciso construir sistemas de transporte de massa e não fazer com que o ônibus concorra com o carro. Isso vai desafogar cidades e dar qualidade de vida para as pessoas e o transporte mais rápido de mercadorias", afirma Fernanda.

    Na aviação , o relatório lembra que o transporte aéreo cresceu fortemente entre 2003 e 2014, mas praticamente estagnou na década seguinte: entre 2014 e 2024, a expansão foi de apenas 0,8%.

    A CNT associa essa paralisação, entre outros, à saturação de grandes aeroportos e à precariedade de parte da infraestrutura regional.

    "A gente já avançou bem, mas há muito que crescer na aviação regional", diz a executiva da CNT, que cita a necessidade de se ter uma malha aérea mais integrada.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/transporte-sofre-com-estrada-sem-asfalto-e-falta-de-trens-e-corredores-de-onibus-diz-cnt.shtml.

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    Asfalto precário, com deslizamento de terra e árvores em parte da pista da rodovia Cunha-Paraty; entre SP a RJ; Confederação Nacional dos Transportes aponta a necessidade de se recupar 26,5 mil km de estradas - Reginaldo Pupo - 2.abr.24/Fol — Foto: Folha de S.Paulo

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