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    Trabalhadores da Petrobrás iniciam greve nacional por tempo indeterminado

    A paralisação começou ainda na madrugada, com a entrega das operações das plataformas do Espírito Santo e do Norte Fluminense às equipes de contingência da empresa

    20 de janeiro de 2026 às 19:28
    Trabalhadores da Petrobrás iniciam greve nacional por tempo indeterminado

    Trabalhadores do Sistema Petrobrás iniciaram, à zero hora desta segunda-feira, dia 15, uma greve nacional por tempo indeterminado. O movimento atinge diversas unidades da empresa em todo o país.

    A paralisação começou ainda na madrugada, com a entrega das operações das plataformas do Espírito Santo e do Norte Fluminense às equipes de contingência da empresa.

    Também houve adesão total no Terminal Aquaviário de Coari, no Amazonas. Durante a manhã, trabalhadores de seis refinarias deixaram de realizar a troca de turno das 7h, ampliando a mobilização.

    Até o momento, permanecem sem revezamento de equipes as refinarias Regap (Betim/MG), Reduc (Duque de Caxias/RJ), Replan (Paulínia/SP), Recap (Mauá/SP), Revap (São José dos Campos/SP) e Repar (Araucária/PR). Em algumas unidades, os trabalhadores permanecem concentrados do lado de fora das refinarias.

    Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a greve foi deliberada em assembleias e está baseada em três eixos principais de reivindicação:

    • Distribuição considerada mais justa da riqueza gerada pela empresa;
    • Fim dos Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, fundo de previdência dos trabalhadores;
    • Reconhecimento da chamada “Pauta pelo Brasil Soberano”, que inclui a suspensão de desimplantes e demissões no setor de Exploração e Produção (E&P).

    A mobilização ocorre em meio às negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

    De acordo com os representantes da categoria, a contraproposta apresentada prevê ganho real considerado insuficiente e mudanças que diferenciam direitos entre trabalhadores da holding e das subsidiárias.

    Os petroleiros defendem a recuperação de direitos, melhores condições de trabalho e soluções definitivas para os equacionamentos da Petros, que afetam especialmente aposentados e pensionistas.

    Paralelamente à greve, aposentados e pensionistas seguem em vigília, pelo quinto dia consecutivo, em frente ao edifício-sede da Petrobrás (Edisen), no Rio de Janeiro. O grupo cobra uma proposta concreta para o encerramento dos PEDs, que geram descontos elevados nos benefícios previdenciários.

    A greve e a vigília seguirão por tempo indeterminado, até que a Petrobrás apresente avanços nas negociações.

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