Torre Eiffel fecha em protesto após visitantes hindus pedirem afastamento de funcionárias mulheres
A Torre Eiffel foi fechada nesta segunda-feira (7) devido a uma greve dos trabalhadores do ponto turístico. O motivo da paralisação foi o incômodo dos funcionários frente ao afastamento das mulheres da equipe durante o sábado (5), enquanto uma delegação hindu visitava o monumento. Leia mais (09/07/2026 - 17h58)

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A Torre Eiffel foi fechada nesta segunda-feira (7) devido a uma greve dos trabalhadores do ponto turístico. O motivo da paralisação foi o incômodo dos funcionários frente ao afastamento das mulheres da equipe durante o sábado (5), enquanto uma delegação hindu visitava o monumento.

Na ocasião ,"instruções profissionais" levaram "a que as trabalhadoras fossem afastadas, substituídas e invisibilizadas devido ao seu sexo", diz um comunicado da equipe, enviado à AFP pelo sindicato CGT.
"Enquanto a delegação passava, foi solicitado que as mulheres deixassem seus postos de trabalho para que homens pudessem ocupar seus lugares", disse Diane Davoine, representante sindical, à Reuters.
"As tensões aumentaram ao longo do fim de semana, então, nesta manhã, os funcionários decidiram se reunir: primeiro, para abrir um diálogo com a direção, e segundo, para garantir que as mulheres nunca mais sejam tratadas dessa forma na empresa", afirmou.

Placas na base da torre indicavam nesta segunda-feira: "A abertura da Torre Eiffel está atrasada por motivos operacionais."
A Sociedade de Exploração da Torre Eiffel (SETE) confirmou que a delegação hindu havia solicitado que a visita fosse organizada limitando as "interações com as mulheres". Também reconheceu que "essas condições não deveriam ter sido aceitas".
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A visita ocorreu no mesmo dia de uma procissão cultural de barco pelo Sena, organizada pelo movimento espiritual indiano Bochasanwasi Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha (BAPS).
Essa organização, criticada como conservadora e nacionalista por parte da comunidade indiana no exterior, consagrou no domingo (6) seu primeiro grande templo na França , construído em Bussy-Saint-Georges, a 30 km a leste de Paris , e apresentado como o maior da Europa .
A situação na Torre Eiffel gerou condenações da classe política, entre elas do prefeito de Paris, o socialista Emmanuel Grégoire, que anunciou na rede social X a abertura de "uma investigação no menor prazo possível".
"Reafirmo o apego da Torre Eiffel (...) à igualdade entre mulheres e homens", declarou à AFP Ariel Weil, presidente da SETE e prefeito socialista do distrito Centro da capital francesa, afirmando que nem ele nem Grégoire estavam a par da visita.
A cidade de Paris é proprietária da Torre Eiffel e acionista majoritária da empresa que a explora. Mais de seis milhões de pessoas visitaram este símbolo turístico de Paris em 2025, que reabrirá suas portas na terça-feira (8).
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/torre-eiffel-fecha-em-protesto-apos-visitantes-hindus-pedirem-afastamento-de-funcionarias-mulheres.shtml.

Torre Eiffel, ponto turístico em Paris, na França - Sarah Meyssonnier - 7.set.26/Reuters · Sarah Meyssonnier - 7.set.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
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