Toffoli mandou BC ignorar decisões de outras instâncias sobre o Master
O documento aparece no relatório da PF que se tornou público na 5ª feira (10.set.2026), depois de o ministro André Mendonça levantar o sigilo do caso

O documento aparece no relatório da PF que se tornou público na 5ª feira (10.set.2026), depois de o ministro André Mendonça levantar o sigilo do caso
O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli determinou em dezembro de 2025 que o Banco Central se abstivesse de cumprir qualquer decisão judicial relacionada às instituições investigadas na operação Compliance Zero que não tivessem sido proferidas pela Corte.
A decisão consta de despacho liminar do relator na Reclamação 88.121. O documento aparece no relatório da PF que se tornou público na 5ª feira (10.set.2026), depois de o ministro André Mendonça levantar o sigilo do caso.

“É imprescindível que o Banco Central do Brasil se abstenha de cumprir quaisquer decisões judiciais relativas às instituições bancárias envolvidas na operação ‘Compliance Zero’ que não provenham deste Supremo Tribunal Federal” , diz um trecho do despacho de Toffoli.
Na decisão, Toffoli argumentou que, para preservar a estabilidade, a credibilidade e a eficiência do sistema financeiro nacional, era necessário blindar as instituições envolvidas de decisões vindas de instâncias que, segundo ele, não teriam competência para tratar do caso.
O caso Master chegou ao Supremo por envolver autoridades com prerrogativa de foro: na operação Compliance Zero, que investiga o banco, foi encontrado pela Polícia Federal um envelope com o nome do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) em um endereço ligado a Vorcaro.

Em fevereiro, Toffoli deixou a relatoria do caso depois que veio a público a sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Mendonça assumiu o processo.
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/toffoli-mandou-bc-ignorar-decisoes-de-outras-instancias-sobre-o-master/.

Na decisão, Toffoli argumentou que, para preservar a estabilidade, a credibilidade e a eficiência do sistema financeiro nacional, era necessário blindar as instituições envolvidas — Foto: Poder360
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