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    TJMG busca famílias para acolher no Natal crianças na fila da adoção

    Iniciativa busca ampliar o número de famílias cadastradas para acolher crianças e adolescentes durante as festividades

    Metrópoles
    14 de setembro de 2026 às 21:10
    TJMG busca famílias para acolher no Natal crianças na fila da adoção
    Foto: Metrópoles

    Belo Horizonte – Famílias de Minas Gerais que desejam proporcionar momentos de convivência e afeto a crianças e adolescentes que vivem em abrigos podem participar da Campanha de Apadrinhamento de Natal, lançada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) em parceria com a ONG Centro de Voluntariado de Apoio ao Menor (Cevam).

    A iniciativa é voltada para crianças e adolescentes de 4 a 17 anos que estão em instituições de acolhimento à espera de adoção. A campanha tem como objetivo promover a inserção social das crianças e adolescentes junto a famílias durante o período natalino. A ação também está alinhada às diretrizes do Travessias Jurídicas pela Infância e Juventude, instituído pelo TJMG por meio da Portaria Conjunta nº 1.726/2025.

    De acordo com o TJMG, o programa busca estimular a convivência familiar e comunitária, fortalecer vínculos afetivos e sensibilizar a sociedade sobre os direitos de crianças e adolescentes, contribuindo para prevenir violações e combater situações de risco e vulnerabilidade.

    Euler Júnior/TJMG
    Euler Júnior/TJMG — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A iniciativa também pretende fortalecer a atuação conjunta das instituições que integram a Rede de Proteção à Infância e à Juventude.

    O psicólogo Fernando Araújo, representante da superintendente da Coordenadoria da Infância e da Juventude (Coinj), desembargadora Alice de Souza Birchal, explica que a campanha permite que as famílias acolham crianças e adolescentes de maneira segura e afetiva durante o Natal.

    “As famílias interessadas devem se inscrever no Portal Minas Apadrinha, do TJMG, para serem avaliadas. É importante lembrar que o apadrinhamento não é adoção, mas sim uma forma de ampliar os laços familiares dessas crianças e adolescentes”, afirmou.

    mulher de mãos dadas com uma criança
    mulher de mãos dadas com uma criança — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O presidente da Cevam, Ananias Neves, destaca que, atualmente, aproximadamente 450 crianças e adolescentes estão na fila para adoção . Para ele, a convivência temporária com outras famílias pode representar uma oportunidade de criar novos vínculos e ampliar perspectivas.

    “Procuramos qualificar as famílias, que têm o dever de acolher e proteger as crianças durante o acolhimento. As que participam do programa se transformam com o aprendizado que ele traz. É muito enriquecedor”, afirmou.

    A promotora de Justiça da Infância e da Juventude de Belo Horizonte, Matilde Fazendeiro Patente, também ressaltou a importância da experiência para crianças e adolescentes que vivem em abrigos.

    O casal Anderson e Kesia apadrinham crianças e adolescentes desde 2008
    O casal Anderson e Kesia apadrinham crianças e adolescentes desde 2008 — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    “Mesmo que seja por pouco tempo, uma família tem o importante papel de transformar a vida de crianças e adolescentes que vivem em abrigos. Elas já tiveram seus direitos violados; a oportunidade de uma nova convivência com outra família é fundamental”, disse.

    Segundo a promotora, a experiência permite que os apadrinhados conheçam outros ambientes e tenham acesso a atividades que podem contribuir para ampliar suas experiências. “Apadrinhadas, elas passam a viver em outro ambiente familiar, podem ir ao cinema, viajar e ampliar seus conhecimentos”, acrescentou.

    O administrador Anderson Albuquerque e a esposa, a técnica em química Késia de Oliveira, participam do programa desde 2008, quando conheceram a iniciativa por meio de um anúncio de televisão. Ao longo dos anos, eles também participaram do programa enquanto moravam em Curitiba (PR) e São Paulo (SP).

    Adeilson foi incentivado pelas filhas Laine e Emilly a entrar no Programa de Apadrinhamento
    Adeilson foi incentivado pelas filhas Laine e Emilly a entrar no Programa de Apadrinhamento — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    “Para nós, é gratificante ter a companhia de uma criança ou adolescente em casa, durante finais de semana e feriados, como é o caso do Natal. O apadrinhamento traz de volta um equilíbrio que essas crianças perderam com a ausência dos pais. Já tivemos afilhados que chegaram revoltados com a vida e se transformaram com a oportunidade de convivência com uma nova família”, contou Anderson.

    O supervisor de manutenção Adeilson Martins Vilela foi incentivado pelas filhas, Laine e Emilly Vilela, a participar do programa. Esta é a segunda vez que ele se inscreve na iniciativa.

    “Eu amo crianças e poder conviver com elas, mesmo que durante pouco tempo, é muito gratificante. Esta é a segunda vez que me inscrevo no programa, sempre incentivado pelas minhas filhas. Por ser separado, por enquanto não pretendo adotar, mas sempre participar do programa de apadrinhamento”, afirmou.

    Desde os 21 anos, a cientista de dados Gabrielli Ramos é madrinha de crianças e adolescentes de BH
    Desde os 21 anos, a cientista de dados Gabrielli Ramos é madrinha de crianças e adolescentes de BH — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A cientista de dados Gabrielli Ramos participa do programa desde os 21 anos, quando era solteira. Atualmente, com o marido, continua recebendo crianças e adolescentes apadrinhados durante fins de semana e feriados.

    “Vivi a minha primeira experiência em 2021, e agora convivemos com crianças e adolescentes praticamente o ano todo. Ganhamos muito com a troca de experiências, conhecimento e amor com as crianças, que muito têm a acrescentar na vida das famílias. Sugiro a outras famílias a entrarem no programa, pois todos têm muito a ganhar”, relatou.

    As famílias interessadas em participar da Campanha de Apadrinhamento de Natal devem se inscrever no Portal Minas Apadrinha, do TJMG , e passar por avaliação antes de serem autorizadas a participar do programa.

    O apadrinhamento não representa adoção . A proposta é proporcionar às crianças e aos adolescentes acolhidos uma experiência de convivência familiar e comunitária, com segurança e acompanhamento da rede de proteção.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/minas-gerais/tjmg-busca-familias-para-acolher-no-natal-criancas-na-fila-da-adocao.

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