TJDFT determina preservação de provas em caso de vigilante morto pela PCDF
A determinação da justiça veio através de pedido da Conasep para a preservação de provas sob justificativa de que poderiam ser apagadas

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios ( TJDFT ) aceitou o pedido do Conselho Nacional da Segurança Privada (Conasep), e concedeu liminar para a preservação das provas recolhidas no caso do vigilante William Cesar Pinto Junior , 48, morto em uma operação da Polícia Civil do DF (PCDF). A ação tramita na 8ª Vara da Fazenda Pública.
Segundo a corporação, os policiais civis estavam na região para cumprir um mandado de prisão quando balearam William
A corporação lamentou a morte. "O caso foi encaminhado à Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Distrito Federal"

William tinha saído de casa para trabalhar quando foi seguido por um carro descaracterizado da PCDF, segundo uma parente
William era colaborador terceirizado e trabalhava como vigilante na residência oficial da presidência do Senado Federal
A justificativa dada pela associação era de que as provas correm risco de sumirem ou serem alteradas com o tempo, como a modificação do local do crime, o conserto do carro do vigilante, que está com a marca do disparo, e o apagamento das imagens da câmera de segurança que registraram o momento do assassinato.

De acordo com o documento ao qual o Metrópoles teve acesso, o juiz responsável havia solicitado uma análise e questionado a legitimidade da Conasep para solicitação das provas em questão, além de pedir o pagamento das custas do processo.
A Justiça, portanto, reconheceu a legitimidade da associação, bem como o pagamento realizado, considerando sanadas as dependências para a continuidade da ação judicial. Com isso, o Governo do Distrito Federal (GDF) deve preservar os vídeos das câmeras corporais dos agentes envolvidos, bem como as das viaturas, gravações de rádio, registros de GPS, exames balísticos, laudo do local, veículo da vítima, e a identificação dos policiais e das armas utilizadas .
O Tribunal concedeu um prazo até o dia 19 de setembro para que a PCDF conclua o inquérito . Além disso, o Distrito Federal conta com um período de 9 dias para informar quais dessas evidências existem, onde estão guardadas e qual é o órgão responsável . O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) foi notificado caso queira intervir no caso.

O Metrópoles entrou em contato com a PCDF sobre o prazo para a conclusão do inquérito. Por sua vez, a corporação respondeu que a investigação segue com a Corregedoria-Geral, adotando todas as medidas investigativas pertinentes, e em caráter sigiloso.
Segundo a corporação, os policiais civis estavam na região para cumprir um mandado de prisão quando balearam William. A corporação não confirmou se o vigilante era alvo da ordem policial e não deu detalhes da dinâmica que levou ao disparo.
William foi enterrado sob forte comoção. Família e amigos gritaram por justiça e cobraram posicionamento de autoridades. Ele deixa esposa e dois filhos.

O homem era colaborador terceirizado e trabalhava como vigilante na Residência Oficial da Presidência do Senado Federal. Ele prestava serviços ao Senado havia mais de 10 anos.
O funeral reuniu cerca de 100 pessoas, entre amigos, familiares e admiradores de William. Todos usavam peças brancas em homenagem ao falecido. Os presentes exibiram cartazes pedindo justiça e clamando para que o que houve com o vigilante não siga impune. Dizeres como “Polícia mata Civil” e “ 7 policiais x 1 inocente” foram alguns presentes na pequena manifestação.
Em nota, o Senado Federal lamentou o falecimento de Willian César Pinto. “O Senado manifesta solidariedade aos seus familiares, amigos e colegas neste momento de dor. Também espera que as circunstâncias relacionadas ao ocorrido sejam apuradas pelos órgãos competentes, para o pleno esclarecimento dos fatos.”

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Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/tjdft-determina-preservacao-de-provas-em-caso-de-vigilante-morto-pela-pcdf.

Material cedido ao Metrópoles — Foto: Metrópoles
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