TJDFT analisa pedido de preservação de provas em caso de vigilante morto
O Conaesp enviou pedido de liminar ao TJDFT para preservar provas que podem ser usadas em caso de vigilante morto em operação da PCDF

O Conselho Nacional da Segurança Privada (Conasep) solicitou na segunda-feira (23/8) um pedido formal de liminar que tramita na 8ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal. A instituição pede para que as provas recolhidas no caso do vigilante William Cesar Pinto Junior, 48, morto durante uma operação da Polícia Civil do DF (PCDF), sejam preservadas . O Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios ( TJDFT ) pediu comprovações e analisa o processo.
Segundo a corporação, os policiais civis estavam na região para cumprir um mandado de prisão quando balearam William
A corporação lamentou a morte. "O caso foi encaminhado à Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Distrito Federal"

William tinha saído de casa para trabalhar quando foi seguido por um carro descaracterizado da PCDF, segundo uma parente
William era colaborador terceirizado e trabalhava como vigilante na residência oficial da presidência do Senado Federal
O Conasep alega que as provas correm risco de sumirem ou serem alteradas com o tempo, como a modificação do local do crime, o conserto do carro do vigilante que está com a marca do disparo, e o apagamento das imagens da câmera de segurança que registraram o momento do assassinato.

A liminar pede que o Estado guarde vídeos das câmeras corporais dos agentes envolvidos, bem como as das viaturas, gravações de rádio, registros de GPS, exames balísticos, laudo do local, veículo da vítima, e a identificação dos policiais e das armas utilizadas.
O documento, ao qual o Metrópoles teve acesso, deixa claro que não está sendo solicitado indenização, “a própria ação deixa claro que o objetivo é reconstruir os fatos com base em provas e permitir que, somente depois, seja avaliada a necessidade de novas medidas judiciais” .
Segundo a corporação, os policiais civis estavam na região para cumprir um mandado de prisão quando balearam William. A corporação não confirmou se o vigilante era alvo da ordem policial e não deu detalhes da dinâmica que levou ao disparo.

William foi enterrado na última sexta-feira (21/8). Sob forte comoção, família e amigos gritaram por justiça e cobraram posicionamento de autoridades. Ele deixa esposa e dois filhos.
O homem era colaborador terceirizado e trabalhava como vigilante na Residência Oficial da Presidência do Senado Federal. Ele prestava serviços ao Senado havia mais de 10 anos.
O funeral reuniu cerca de 100 pessoas, entre amigos, familiares e admiradores de William, todos usavam peças brancas em homenagem ao falecido. Os presentes exibiram cartazes pedindo justiça e clamando para que o que houve com o vigilante não siga impune. Dizeres como “Polícia mata Civil” e “ 7 policiais x 1 inocente”, foram alguns presentes na pequena manifestação.

Em nota, o Senado Federal lamentou o falecimento de Willian César Pinto. “O Senado manifesta solidariedade aos seus familiares, amigos e colegas neste momento de dor. Também espera que as circunstâncias relacionadas ao ocorrido sejam apuradas pelos órgãos competentes, para o pleno esclarecimento dos fatos.”
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Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/tjdft-analisa-pedido-de-preservacao-de-provas-em-caso-de-vigilante-morto.

Material cedido ao Metrópoles — Foto: Metrópoles
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