Títulos do Tesouro dos EUA disparam com petróleo a US$ 109 e atingem máximas em anos
Os rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro dos Estados Unidos, dispararam nesta segunda-feira (14), em meio à escalada da guerra no Irã e ao avanço dos preços do petróleo.

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Os rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro dos Estados Unidos , dispararam nesta segunda-feira (14), em meio à escalada da guerra no Irã e ao avanço dos preços do petróleo .

Na máxima do dia, rendimento do Treasury de 10 anos, referência para as expectativas sobre a trajetória dos juros americanos no longo prazo, avançou a 5,017%, maior nível desde outubro de 2023.
No pico das negociações, o rendimento do título de 2 anos também subiu, para 4,677%, maior nível desde julho de 2024.
A alta dos rendimentos significa que os preços dos títulos estão caindo. Isso ocorre porque preço e rendimento caminham em direções opostas: quando os investidores exigem uma remuneração maior para comprar os papéis, os preços recuam; quando a demanda aumenta e os preços sobem, os rendimentos caem.

O movimento é impulsionado pela alta do petróleo Brent , referência global, que chegou a avançar 4,90%, a US$ 109,74, na máxima do dia. O comportamento se assemelha ao observado na semana passada, quando os rendimentos de títulos globais dispararam após o petróleo superar a marca de US$ 100.
O temor de uma inflação mais elevada aumenta o prêmio exigido pelos investidores para manter títulos públicos.
Nos EUA, S&P 500, Dow Jones e Nasdaq recuam 0,77%, 0,25% e 0,45%, respectivamente.

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A pressão sobre os mercados, segundo analistas, tem novamente origem no Oriente Médio . Ataques de drones atingiram um oleoduto na Arábia Saudita e levaram à suspensão temporária das operações da instalação.
O episódio se soma ao avanço dos houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã , que confirmou o lançamento de "dezenas de mísseis balísticos e drones" contra alvos militares no sul da Arábia Saudita. Na semana passada, o grupo havia anunciado o controle da cidade de Mocha, considerada estratégica para o escoamento de petróleo saudita pelo estreito de Bab el-Mandeb.
A escalada aumenta os riscos para as exportações da Arábia Saudita pelo mar Vermelho, após a obstrução do estreito de Hormuz. Antes do conflito, Hormuz era responsável pela circulação de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.
A tensão também levou os Estados do Golfo a adiar uma reunião sobre a gestão do estreito de Hormuz . O encontro seria o primeiro, em quase dois anos, entre os principais diplomatas dos seis integrantes do Conselho de Cooperação do Golfo —Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar, Omã e Bahrein— e o chanceler iraniano.
Além disso, as apostas em uma alta dos juros do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) passaram a pressionar mais os títulos de curto prazo , mais sensíveis às expectativas para a taxa básica do Fed nos próximos meses.
A expectativa de aumento, antes concentrada na reunião de outubro, passou a incluir o encontro desta semana. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de alta dos juros para a faixa entre 3,75% e 4% está em 90,3%.
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/titulos-do-tesouro-dos-eua-disparam-com-petroleo-a-us-109-e-atingem-maximas-em-anos.shtml.

Notas de dólar - Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress · Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress — Foto: UOL
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