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    Títulos do Tesouro dos EUA atingem máximas em anos com petróleo a US$ 109

    Os rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro dos Estados Unidos , dispararam nesta segunda-feira (14), em meio à escalada da guerra no Irã e ao avanço dos preços do petróleo , e atingiram máximas em anos. Leia mais (09/14/2026 - 13h39)

    Folha de S.Paulo
    14 de setembro de 2026 às 16:39
    Títulos do Tesouro dos EUA atingem máximas em anos com petróleo a US$ 109
    A imagem mostra várias notas de dólar americano em diferentes denominações, incluindo notas de 20, 50 e 100 dólares. As notas estão sobrepostas, exibindo os rostos de figuras históricas como George Washington e Andrew Jackson. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Os rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro dos Estados Unidos , dispararam nesta segunda-feira (14), em meio à escalada da guerra no Irã e ao avanço dos preços do petróleo , e atingiram máximas em anos.

    Notas de dólar - Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress · Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress
    Notas de dólar - Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress · Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Na máxima do dia, rendimento do Treasury de 10 anos, referência para as expectativas sobre a trajetória dos juros americanos no longo prazo, avançou a 5,017%, maior nível desde outubro de 2023.

    No pico das negociações, o rendimento do título de 2 anos também subiu, para 4,677%, maior nível desde julho de 2024.

    A alta dos rendimentos significa que os preços dos títulos estão caindo. Isso ocorre porque preço e rendimento caminham em direções opostas: quando os investidores exigem uma remuneração maior para comprar os papéis, os preços recuam; quando a demanda aumenta e os preços sobem, os rendimentos caem.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O movimento é impulsionado pela alta do petróleo Brent , referência global, que chegou a avançar 4,90%, a US$ 109,74, na máxima do dia. O comportamento se assemelha ao observado na semana passada, quando os rendimentos de títulos globais dispararam após o petróleo superar a marca de US$ 100.

    O temor de uma inflação mais elevada aumenta o prêmio exigido pelos investidores para manter títulos públicos.

    Nos EUA, S&P 500, Dow Jones e Nasdaq recuaram 0,48%, 0,29% e 0,56%, respectivamente.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    A pressão sobre os mercados, segundo analistas, tem novamente origem no Oriente Médio . Ataques de drones atingiram um oleoduto na Arábia Saudita e levaram à suspensão temporária das operações da instalação.

    O episódio se soma ao avanço dos houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã , que confirmou o lançamento de "dezenas de mísseis balísticos e drones" contra alvos militares no sul da Arábia Saudita. Na semana passada, o grupo havia anunciado o controle da cidade de Mocha, considerada estratégica para o escoamento de petróleo saudita pelo estreito de Bab el-Mandeb.

    A escalada aumenta os riscos para as exportações da Arábia Saudita pelo mar Vermelho, após a obstrução do estreito de Hormuz. Antes do conflito, Hormuz era responsável pela circulação de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

    A tensão também levou os Estados do Golfo a adiar uma reunião sobre a gestão do estreito de Hormuz . O encontro seria o primeiro, em quase dois anos, entre os principais diplomatas dos seis integrantes do Conselho de Cooperação do Golfo —Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar, Omã e Bahrein— e o chanceler iraniano.

    Além disso, as apostas em uma alta dos juros do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) passaram a pressionar mais os títulos de curto prazo , mais sensíveis às expectativas para a taxa básica do Fed nos próximos meses.

    A expectativa de aumento, antes concentrada na reunião de outubro, passou a incluir o encontro desta semana. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de alta dos juros para a faixa entre 3,75% e 4% está em 90,3%.

    "Nos Estados Unidos, o mercado já trata a alta de 0,25 ponto como praticamente certa, levando os juros para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano. Seria a primeira alta de juros sob Kevin Warsh, que assumiu a presidência do Fed em maio. A probabilidade de alta subiu após um discurso mais duro de Kevin Warsh dados de inflação mais resistentes do que o esperado e a disparada do petróleo", afirma Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/titulos-do-tesouro-dos-eua-disparam-com-petroleo-a-us-109-e-atingem-maximas-em-anos.shtml.

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    Notas de dólar - Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress · Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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