Tiffany se pronuncia pela primeira vez sobre banimento de mulheres trans pela CBV
Apesar da aderência, pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), à política do COI que bane mulheres trans, a oposta Tiffany Abreu, do Osasco, está liberada para disputar as partidas do Campeonato Paulista. Neste sábado (15), após a derrota por 3 sets a 0 para o Pinheiros na estreia do time pela competição, a jogadora se pronunciou pela primeira vez sobre a decisão da entidade maior da modalidade no Brasil. — O voleibol é minha vida, meu trabalho. A CBV está tirando de mim tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que venho exercendo todos esses anos. São 10 anos no voleib
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— O voleibol é minha vida, meu trabalho. A CBV está tirando de mim tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que venho exercendo todos esses anos. São 10 anos no voleibol feminino. Não comecei ontem. Isso não afeta somente a mim. Afeta meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim, o direito de todas as pessoas trans. É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e inclusão de todas as pessoas no esporte. Voltamos para uma forma vexatória, com o se testavam as atletas nos anos 60 e 70. Estamos em 2026. Não podemos ter esse retrocesso jamais. Não vou me calar. E vou tomar todas as medidas possíveis para que minha luta pelo direito, visibilidade, inclusão e prática do esporte não tenham sido em vão. Meus 10 anos não foram em vão e vou lutar por eles e por todos vocês. Obrigado e nos vemos novamente no próximo jogo — declarou a atleta, que atualmente está com 41 anos e disputa esta que provavelmente é a sua última temporada antes da aposentadoria.
Publicado originalmente por GE Esportes. Leia a matéria completa em https://ge.globo.com/volei/noticia/2026/08/16/tiffany-se-pronuncia-pela-primeira-vez-sobre-banimento-de-mulheres-trans-pela-cbv.ghtml.
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