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    Tifanny sobre banimento de mulheres trans da CBV: "Enorme retrocesso"

    CBV aderiu à política do COI que bane mulheres trans de competições oficiais. Tifanny, atleta do Osasco, falou pela 1ª vez sobre o tema

    Metrópoles
    16 de agosto de 2026 às 11:37
    Tifanny sobre banimento de mulheres trans da CBV: "Enorme retrocesso"
    Foto: Metrópoles

    Após a derrota do Osasco para o Pinheiros, por 3 x 2, no Campeonato Paulista, a ponteira Tifanny se pronunciou sobre a decisão da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) em aderir à política do COI que bane mulheres trans de competições. Esta foi a primeira vez que a jogadora falou sobre adesão da entidade responsável pela modalidade no Brasil.

    “É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e inclusão de todas as pessoas no esporte. Voltamos para uma forma vexatória, como se testavam as atletas nos anos 60 e 70. Estamos em 2026. Não podemos ter esse retrocesso jamais”, declarou Tifanny após a partida. Apesar da decisão, Tifanny está apta a competir no Campeonato Paulista de Vôlei e foi à quadra nesse sábado (15/8) . Durante o jogo, a ponteira recebeu apoio da torcida do Osasco de suas companheiras de equipe.

    “O voleibol é minha vida, meu trabalho. A CBV está tirando de mim tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que venho exercendo todos esses anos . São 10 anos no voleibol feminino. Não comecei ontem. Isso não afeta somente a mim. Afeta meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim, o direito de todas as pessoas trans”, continuou a jogadora.

    Reprodução/ Instagram @tifannyabreu10
    Reprodução/ Instagram @tifannyabreu10 — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

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    Em nota divulgada nesse sábado (15/8), a Federação Paulista de Vôlei comunicou que, diante da nova decisão da CBV, irá reavaliar a situação do torneio após o fim da atual edição, que foi organizada conforme a norma antiga.

    “Não vou me calar. E vou tomar todas as medidas possíveis para que minha luta pelo direito, visibilidade, inclusão e prática do esporte não tenham sido em vão. Meus 10 anos não foram em vão e vou lutar por eles e por todos vocês. Obrigado e nos vemos novamente no próximo jogo”, concluiu Tifanny. A atleta do Osasco tem 41 anos e disputa a sua provável última competição na carreira. A CBV anunciou a mudança nessa sexta-feira (14/8). Com a nova política, as atletas devem apresentar um teste genético negativo para o gene SRY, que atua como definidor das características de desenvolvimento do gênero masculino.

    Imagem colorida de Tifanny, atleta de vôlei do Osasco- Metrópoles
    Imagem colorida de Tifanny, atleta de vôlei do Osasco- Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A nova determinação vale para todas as jogadoras que disputarem Superliga A e B (temporada 26/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e CBVP Challenger 2027.

    A recusa ao teste exigido não será considerada uma infração, mas as atletas que não apresentarem os resultados terão sua presença nas competições proibidas. A diretriz, por enquanto, deixa em aberto a adesão à nova política por parte das federações.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/esportes/tifanny-sobre-banimento-de-mulheres-trans-da-cbv-enorme-retrocesso.

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