Política

    Tifanny diz ser tratada “como uma bandida” após CBV vetar trans na Superliga

    Ponteira do Osasco critica proibição de mulheres trans na principal competição feminina de vôlei

    Poder360
    2 de outubro de 2026 às 12:02
    Tifanny diz ser tratada “como uma bandida” após CBV vetar trans na Superliga
    Tifanny Abreu — Foto: Poder360

    Ponteira do Osasco critica proibição de mulheres trans na principal competição feminina de vôlei

    A ponteira de vôlei Tifanny Abreu afirmou na 5ª feira (1º.out.2026) ter sido tratada “como uma bandida” depois de a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) proibir mulheres trans de disputar competições femininas, como a Superliga. Em entrevista durante a COB Expo, em São Paulo, a atleta também disse estar “esgotada” , “acabada” e “humilhada” com a situação, segundo o jornalista Matheus Castro, da ESPN.

    Tifanny defende o Osasco e mantém contato diário com a CBV na tentativa de obter autorização para disputar a Superliga Feminina, que começa em 17 de outubro. No momento, a atleta está liberada apenas para o Campeonato Paulista.

    Tifanny Abreu (foto), do Osasco São Cristóvão Saúde, é a 1ª mulher transgênero do voleibol brasileiro
    Tifanny Abreu (foto), do Osasco São Cristóvão Saúde, é a 1ª mulher transgênero do voleibol brasileiro — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

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    Ao explicar a forma como considera estar sendo tratada, Tifanny afirmou: “Não é fácil porque a gente precisa do nosso melhor dentro de quadra. E ao mesmo tempo a gente vem e recebe uma notícia dessa como se a gente estivesse… Como se eu fosse uma bandida. E eu não sou bandida. Eu sou uma atleta, uma atleta que inspira muitas pessoas. E eu mereço estar jogando dentro da quadra, que é o meu lugar” .

    Apesar do desgaste, Tifanny afirmou que mantém a esperança de conseguir o aval para jogar. A ponteira citou os 10 anos de carreira no vôlei brasileiro e a relação construída com o público como motivos para continuar tentando disputar a competição.

    “Dizer que eu não vou poder competir na Superliga Feminina é uma palavra muito forte, mas a gente vai lutar para competir. Porque foram 10 anos lindos, uma história linda que eu construí dentro do vôlei brasileiro” , afirmou. “A história merece um final feliz. Então, eu vou lutar por esse final feliz, junto com meu clube” , completou.

    A atleta também relatou a dificuldade de conciliar os treinamentos com o impacto emocional da situação. “É um momento muito difícil, porque, ao mesmo tempo que a gente tem que estar concentrado no nosso treinamento diário para estar competindo, ter que ouvir isso no meio de uma temporada não é fácil” , disse.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-sportsmkt/tifanny-diz-ser-tratada-como-uma-bandida-apos-cbv-vetar-trans-na-superliga/.

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    Tifanny Abreu (foto), do Osasco São Cristóvão Saúde, é a 1ª mulher transgênero do voleibol brasileiro — Foto: Poder360

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