Think Policy: Lula não vê a importância de sua agenda fiscal no 1° mandato
Segundo Leonardo Barreto, da Think Policy, governo enfrenta crise de credibilidade fiscal criada pelo próprio Lula; a avaliação foi dada ao WW

Leonardo Barreto, sócio da consultoria Think Policy, avaliou ao WW , que Lula não reconhece a importância que a agenda fiscal teve no início de seu primeiro mandato, em 2002. Segundo Barreto, essa postura contribui para uma crise de credibilidade do governo no campo fiscal.
O analista relatou que, em março, Lula participou de um evento de partidos de esquerda na Espanha e fez uma autocrítica sobre como a esquerda é percebida pela sociedade.
No entanto, ao invés de refletir sobre erros de gestão, Lula afirmou que o grande equívoco da esquerda teria sido "ter se rendido ao pacote ortodoxo do consenso de Washington", ou seja, ter adotado a responsabilidade fiscal como agenda.

A declaração gerou dois alertas para Barreto.
O primeiro, considerado por ele o mais relevante, é que Lula não reconhece o benefício que a agenda fiscal trouxe no início de seu governo, sendo responsável, segundo o analista, "por uma certa bonança e até um certo crédito que ele conseguiu com o centro, com os atores financeiros".
O segundo ponto diz respeito à viabilidade de um eventual ajuste fiscal. Para Barreto, medidas como a emenda do supersalário não geram volume suficiente para estabilizar a dívida pública .

"O governo sofre uma crise de credibilidade muito importante criada por ele próprio nesse tema fiscal", afirmou.




Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/think-policy-lula-nao-ve-a-importancia-de-sua-agenda-fiscal-no-1-mandato/.

Análise: Mercado ajusta visão sobre fiscal em possível 4º mandato de Lula — Foto: CNN Brasil
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