The Economist chama disputa entre Lula e Flávio de “sombria” e critica os dois
Reprodução/The Economist " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Economist-critica-Lula-e-Flavio-Bolsonaro-em-editorial-a-menos-de-duas-semanas-das-eleicoes-2.webp?fit=848%2C477&quality=70&strip=all" />Revista britânica questiona capacidade dos líderes das pesquisas de enfrentar corrupção e desequilíbrio fiscal e manifesta preferência por Renan Santos The post The Economist chama disputa entre Lula e Flávio de “sombria” e critica os dois appeared first on InfoMoney .

A revista britânica The Economist publicou nesta sexta-feira (25) um editorial crítico à disputa presidencial brasileira e afirmou que a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas deixa o país diante de uma escolha que considera “sombria”.
Na avaliação da publicação, nenhum dos dois candidatos oferece respostas convincentes para problemas que a revista identifica como centrais: corrupção e expansão dos gastos públicos. O editorial sustenta que o potencial econômico brasileiro permanece limitado por entraves políticos e institucionais.
A The Economist destaca ativos como petróleo, potencial hidrelétrico, terras agrícolas, Amazônia e reservas de minerais estratégicos, mas afirma que o país ainda não converteu essas vantagens em crescimento sustentado.

A revista recorre à imagem de Brasília, construída com um plano urbanístico associado à forma de um avião, para afirmar que o Brasil continua “preso na pista”.
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No caso de Lula, o foco do editorial está principalmente na política econômica.
A revista avalia que o presidente avançou pouco em reformas estruturais e defende que o próximo governo priorize o controle da dívida e da inflação para criar condições para juros mais baixos.
A idade de Lula, de 81 anos, também é mencionada. A publicação traça uma comparação com Joe Biden, que abandonou a eleição americana de 2024 após aumentar as dúvidas sobre sua capacidade de disputar outro mandato.

Na quinta-feira (24), em reportagem opinativa anterior ao editorial, a revista já havia usado uma expressão depreciativa para descrever Lula e feito críticas à permanência do petista no centro da política brasileira.
Flávio Bolsonaro recebe críticas por suas posições sobre mudanças climáticas, sistema eleitoral e pela relação com o legado político de Jair Bolsonaro.
Segundo a revista, declarações do senador colocariam em dúvida sua disposição de aceitar uma eventual derrota. A publicação também associa seu entorno político a personagens envolvidos em investigações criminais.

Essas caracterizações fazem parte da avaliação editorial da revista e são contestadas por aliados do candidato.
Na reportagem publicada na véspera, a The Economist também usou linguagem crítica para caracterizar Flávio e sua trajetória política.
O editorial cita ainda o escândalo do Banco Master e suas conexões com integrantes do Supremo Tribunal Federal.

A revista afirma que as investigações expuseram relações entre Daniel Vorcaro e ministros da Corte e avalia que o episódio ampliou a desconfiança do eleitorado em relação às instituições.
O tema ganhou peso na campanha nas últimas semanas, com governo e oposição explorando politicamente as conexões reveladas pelas investigações.

Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/politica/the-economist-chama-disputa-entre-lula-e-flavio-de-sombria-e-critica-os-dois/.

Foto: InfoMoney
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