Economia

    Tesouro faz maior venda de prefixados desde 2020, embalado por cenário eleitoral

    (Unsplash) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/02/daniel-dan-3SR040CKpB0-unsplash.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" />Investidores compraram R$ 33,3 bilhões em LTNs e NTN-Fs e, mesmo assim, os juros futuros continuaram em queda, ajudados pela concentração da oferta em vencimentos mais curtos The post Tesouro faz maior venda de prefixados desde 2020, embalado por cenário eleitoral appeared first on InfoMoney .

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    8 de outubro de 2026 às 18:35
    Tesouro faz maior venda de prefixados desde 2020, embalado por cenário eleitoral
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    O mercado absorveu nesta quinta-feira (8) R$ 33,3 bilhões em títulos prefixados vendidos pelo Tesouro Nacional, volume que não era alcançado desde dezembro de 2020. A oferta somava 42 milhões de títulos, sendo 35 milhões de LTNs e 7 milhões de NTN-Fs. Todas as LTNs foram vendidas, enquanto cerca de 1,17 milhão de NTN-Fs ficaram sem compradores, o que levou o total colocado a 40,8 milhões de papéis.

    Um volume financeiro maior foi visto pela última vez em 10 de dezembro de 2020, quando o Tesouro vendeu R$ 44,3 bilhões em prefixados.

    O tamanho do leilão em reais, porém, não se refletiu na mesma proporção em risco. Pelo DV01, indicador que mede a sensibilidade dos títulos a variações nas taxas, a operação adicionou US$ 1,331 milhão ao mercado, o terceiro maior valor do ano, abaixo dos leilões de 29 de janeiro (US$ 1,44 milhão) e de 3 de setembro (US$ 1,35 milhão).

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    Resultado do leilão de prefixados do Tesouro (8/10/2026):

    A explicação está no perfil da oferta. As LTNs com vencimento em janeiro de 2028 e julho de 2029, que adicionam menos risco por terem prazo mais curto, responderam por quase 80% dos títulos ofertados. Entre as NTN-Fs, o lote de janeiro de 2031, vencimento mais próximo dessa classe, concentrou mais de dois terços das vendas, enquanto o lote de 2033 teve menos de um terço dos papéis colocados.

    Segundo participantes do mercado, essa composição facilitou a absorção dos lotes sem pressionar a curva. As taxas dos contratos de DI cederam com força depois da publicação dos editais e voltaram a recuar após o resultado do leilão.

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    Para Sergio Goldenstein, ex-chefe do departamento de mercado aberto do Banco Central e sócio-fundador da consultoria Eytse Estratégia, o aumento da oferta mostra que o Tesouro passou a confiar mais na capacidade do mercado de absorver prefixados, em um ambiente de maior apetite por risco e prêmios de juros mais baixos.

    Ele lembra que a taxa do DI para janeiro de 2032 caiu de 14,07% no ajuste de 2 de outubro para 12,52% durante a sessão desta quinta, recuo de 155 pontos-base em poucos pregões. “O movimento reflete o maior otimismo com as perspectivas fiscais do próximo governo, que se traduz tanto na expectativa de um ciclo de redução da Selic potencialmente mais longo e intenso quanto na compressão dos prêmios de risco”, afirma.

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