Terremoto impacta áreas turísticas da Colômbia, e setor pede que viagens sejam mantidas
O terremoto de forte intensidade que atingiu a Colômbia no último dia 10 abalou uma das principais regiões turísticas do país, o Eje Cafetero (Eixo Cafeeiro). Apesar da situação ainda calamitosa, o setor tenta manter as atividades e atrair visitantes, enquanto associações e autoridades pedem que turistas não cancelem suas viagens. Leia mais (08/21/2026 - 23h00)

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O terremoto de forte intensidade que atingiu a Colômbia no último dia 10 abalou uma das principais regiões turísticas do país, o Eje Cafetero (Eixo Cafeeiro). Apesar da situação ainda calamitosa, o setor tenta manter as atividades e atrair visitantes, enquanto associações e autoridades pedem que turistas não cancelem suas viagens.

Embora Pereira, no centro do país, tenha sido uma das cidades mais afetadas , representantes do turismo local procuraram manter as atividades nos dias que se seguiram ao tremor. Ainda assim, o setor registra diminuição do fluxo de visitantes.
No dia seguinte ao sismo, de magnitude 7,4, passeios turísticos já eram feitos em diferentes atrativos da região, segundo apuração da Folha .
Entre os principais destinos turísticos do Eje Cafetero estão o conhecido Valle de Cocora, famoso pelas enormes palmeiras, símbolo nacional da Colômbia, as cidades de Salento e Filandia, hotéis com águas termais e o Parque Nacional Natural Los Nevados, uma área montanhosa com atividade vulcânica.

Com montanhas-russas e outras atrações, o famoso Parque del Café voltou a funcionar na quarta-feira (19), segundo informações divulgadas em seu site.
O tremor ocorreu dias antes de um feriado nacional, na segunda-feira (17), período que normalmente levaria um número maior de visitantes à região.
A newsletter da Folha sobre América Latina, editada pela historiadora e jornalista Sylvia Colombo

Pereira e Manizales, duas das cidades mais impactadas pelo terremoto —especialmente a primeira—, funcionam como "hubs locais", importantes pontos de acesso para turistas que visitam o Eje Cafetero. Ambas têm aeroportos que as conectam a outras partes do país.
Em Pereira, o aeroporto Matecaña sofreu danos significativos no terremoto, e funcionários trabalham para que a instalação possa retomar suas atividades em breve. Algumas restrições, porém, devem permanecer. Nas redes sociais, a administração do local informou que a operação será alterada, com apenas um dos andares em funcionamento, entre outras mudanças.
Outro impacto nas cidades está na oferta de hospedagem. Em Manizales, uma das áreas mais afetadas concentra ofertas de restaurantes, vida noturna e também acomodações. A Folha esteve no município no dia seguinte ao tremor e encontrou estabelecimentos danificados, enquanto outros operavam com restrições de serviço, como falta de água.

Pereira, porém, enfrenta a situação mais dramática. A extensão dos danos dificulta qualquer tentativa de retomar o turismo na cidade. Além das inúmeras edificações avariadas —que também representam risco para quem circula pelas ruas—, há uma série de vias interditadas. Na semana passada, alguns dias após o terremoto, partes da cidade ainda estavam sem energia elétrica.
Segundo Cristian Toro, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pereira, mais de 200 operadoras turísticas da cidade foram afetadas, com impacto direto sobre quase 900 empregos.
"As reservas despencaram", disse Toro. "Estamos pedindo às pessoas que as adiem [as reservas], que não as cancelem. Na verdade, estamos buscando continuar a reativação com os grandes eventos que estavam programados, porque o setor turístico e hoteleiro da nossa cidade vai sim, com certeza, ser muito atingido por este terremoto."

Apelo semelhante foi feito por entidades turísticas da região. No sábado passado (15), Jose Duarte Garcia, presidente da Cotelco (Associação Hoteleira e Turística da Colômbia), publicou um vídeo em que relatava cancelamentos massivos de reservas após o terremoto.
"Hoje é o momento de pedir outra forma de ajuda, outra forma de solidariedade", disse Garcia. Em seguida, pediu que turistas não cancelassem viagens para estabelecimentos que estejam em condições de funcionar e, se necessário, apenas adiassem a visita.
Segundo Garcia, os cancelamentos representam um novo golpe para a região. "Um segundo impacto sobre o emprego, o desenvolvimento, a produtividade e a geração de atividade econômica, que são mais necessários do que nunca nas regiões mais afetadas pelo terremoto", afirmou.

Paula Cortés Calle, presidente da Anato (Associação Colombiana de Agências de Viagens e Turismo), fez um apelo semelhante em suas redes sociais: "A melhor forma de ajudar é não cancelar as suas viagens. Vamos apoiar o Chocó, o Eje Cafetero e o Valle del Cauca."
Toro afirma também que os parques da região estão funcionando de forma normal. "Que venham a Pereira, que nos ajudem com sua contribuição. Para nós, qualquer visita será algo grandioso", afirmou ele.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/terremoto-impacta-areas-turisticas-da-colombia-e-setor-pede-que-viagens-sejam-mantidas.shtml.

Pessoas em frente a prédio com danos estruturais em Manizales, uma das cidades mais afetadas pelo tremor na região do Eje Cafetero - Phillippe Watanabe - 11.ago.26/Folhapress · Phillippe Watanabe - 11.ago.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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