Terceirizados do TSE apontam falta de pagamento em meio às eleições
Segundo um colaborador, este é o quinto atraso de pagamento registrado em 2026, sendo o terceiro consecutivo. Equipe presta serviço ao TSE

Em plena realização das Eleições 2026 , funcionários terceirizados que atuam na área de comunicação do Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ) denunciam atrasos no pagamento dos salários. Segundo relatos enviados à coluna Na Mira, os trabalhadores não recebem desde o último dia útil, 7 de outubro, e o que mais preocupa é os colaboradores é que os responsáveis “desapareceram”.
Os colaboradores atribuem o atraso à Fundac ( Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação ), responsável pelo contrato. A coluna Na Mira tenta contato com a Fundac para obter um posicionamento sobre as denúncias. A reportagem também procurou os sindicatos dos Jornalistas e dos Radialistas, mas ainda não recebeu retorno. O espaço segue aberto para manifestações.
Um funcionário terceirizado, que pediu para não ser identificado, afirmou que este é o quinto atraso de pagamento registrado em 2026, sendo o terceiro consecutivo. Segundo ele, a empresa também acumula episódios de falta de depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e de pagamento do vale-alimentação.

“O cenário chegou a um ponto ainda mais grave: desta vez, os representantes do setor de recursos humanos simplesmente desapareceram. Não conseguimos contato com os responsáveis, e nem mesmo o Tribunal tem conseguido estabelecer comunicação com a empresa para obter esclarecimentos. Os funcionários estão sem receber e sem qualquer previsão concreta de quando o dinheiro estará disponível”, relatou.
O trabalhador também manifestou preocupação com a transição para uma nova prestadora de serviços. Segundo ele, não há informações claras sobre o pagamento de férias, eventuais multas rescisórias e outros valores relacionados ao encerramento dos contratos de trabalho. “Estamos completamente sem informações sobre nossos direitos e sobre como será conduzida essa mudança”, afirmou.
O funcionário acrescentou que os trabalhadores ainda não receberam uma data específica para o pagamento dos salários e seguem sem saber quando a situação será normalizada.

A coluna apurou que, durante o primeiro turno, quase 100 profissionais participaram da cobertura eleitoral, com mais de 14 horas ininterruptas de transmissão em canais oficiais. O trabalho alcançou mais de 1,8 milhão de visualizações nas plataformas YouTube, TikTok e Kwai.
A preparação para as eleições também exigiu plantões em diversos fins de semana. Durante o período, vários profissionais dobraram turnos, fizeram horas extras e acumularam saldos de 40 a 50 horas no banco de horas.

Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/terceirizados-do-tse-apontam-falta-de-pagamento-em-meio-as-eleicoes.

Marcelo Camargo/Agência Brasil — Foto: Metrópoles
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