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    Terapia em recém-nascidos elimina HIV em testes com primatas

    Combinação aplicada nos primeiros dias de vida removeu o vírus e pode ser testada em humanos após exposição recente

    Metrópoles
    10 de agosto de 2026 às 14:17
    Terapia em recém-nascidos elimina HIV em testes com primatas
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    Uma combinação de três terapias aplicada logo após o nascimento conseguiu eliminar o HIV em testes com primatas. O estudo, publicado nesta segunda-feira (10/8) na revista Nature Microbiology , indica que o tratamento precoce pode impedir que o vírus se estabeleça no organismo, aponta uma nova possibilidade de abordagem contra a infecção.

    A proposta é agir nas primeiras 72 horas de vida, período em que o vírus ainda está se espalhando. Hoje, mais de 120 mil bebês contraem HIV por ano no mundo e, na maioria dos casos, precisam de tratamento por toda a vida.

    Os pesquisadores testaram uma combinação de antirretrovirais, anticorpos neutralizantes e um medicamento experimental chamado leronlimab. Cada uma dessas estratégias já havia sido estudada separadamente, sem eliminar o vírus de forma definitiva.

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    Callista Images/Gettyimages — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Quando usadas em conjunto por algumas semanas, porém, o resultado foi diferente. Os animais tratados não apresentaram sinais persistentes da infecção, o que surpreendeu a equipe. O leronlimab atua bloqueando a entrada do HIV nas células de defesa por meio de uma proteína chamada CCR5. Já os antirretrovirais reduzem a multiplicação do vírus, enquanto os anticorpos ajudam a controlar a quantidade circulante no organismo.

    Os dados sugerem que o momento do tratamento faz diferença. Nos primeiros dias após a infecção, o vírus ainda não formou reservatórios estáveis no corpo, o que pode facilitar sua eliminação.

    Os cientistas agora querem entender até quando essa estratégia pode funcionar. A dúvida é se o mesmo efeito seria observado quando o tratamento começa mais tarde, como uma ou duas semanas após o contato com o vírus.

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    Imagem colorida artificialmente de microscópio eletrônico mostra o vírus HIV - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. O causador da aids ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebida

    A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids

    Os medicamentos antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no organismo. Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico

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    O uso regular dos ARV é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas

    O tratamento é uma combinação de medicamentos que podem variar de acordo com a carga viral, estado geral de saúde da pessoa e atividade profissional, devido aos efeitos colaterais

    Em 2021, um novo medicamento para o tratamento de HIV, que combina duas diferentes substâncias em um único comprimido, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

    Terapia em recém-nascidos elimina HIV em testes com primatas - destaque galeria
    Terapia em recém-nascidos elimina HIV em testes com primatas - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A empresa de biotecnologia Moderna, junto com a organização de investigação científica Iavi, anunciou no início de 2022 a aplicação das primeiras doses de uma vacina experimental contra o HIV em humanos

    O ensaio de fase 1 busca analisar se as doses do imunizante, que utilizam RNA mensageiro, podem induzir resposta imunológica das células e orientar o desenvolvimento rápido de anticorpos amplamente neutralizantes (bnAb) contra o vírus

    Nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças aprovou o primeiro medicamento injetável para prevenir o HIV em grupos de risco, inclusive para pessoas que mantém relações sexuais com indivíduos com o vírus

    A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids
    A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O Apretude funciona com duas injeções iniciais, administradas com um mês de intervalo. Depois, o tratamento continua com aplicações a cada dois meses

    O PrEP HIV é um tratamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) feito especificamente para prevenir a infecção pelo vírus da Aids com o uso de medicamentos antirretrovirais

    Esses medicamentos atuam diretamente no vírus, impedindo a sua replicação e entrada nas células, por isso é um método eficaz para a prevenção da infecção pelo HIV

    Os medicamentos antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no organismo. Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico
    Os medicamentos antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no organismo. Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    É importante que, mesmo com a PrEP, a camisinha continue a ser usada nas relações sexuais: o medicamento não previne a gravidez e nem a transmissão de outras doenças sexualmente transmissíveis, como clamídia, gonorreia e sífilis, por exemplo

    Apesar dos resultados, a abordagem ainda precisa ser testada em humanos. Parte das terapias já é usada na prática clínica, enquanto outras seguem em avaliação.

    A expectativa dos pesquisadores é iniciar estudos em pessoas recém-expostas ao HIV antes de avançar para o uso em recém-nascidos. A proximidade biológica entre primatas e humanos exige cautela na análise, mas também incentiva a avaliação do método em testes clínicos.

    O uso regular dos ARV é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas
    O uso regular dos ARV é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Se os resultados se confirmarem, o tratamento precoce pode mudar a forma de lidar com a infecção, principalmente em casos de transmissão no nascimento.

    O tratamento é uma combinação de medicamentos que podem variar de acordo com a carga viral, estado geral de saúde da pessoa e atividade profissional, devido aos efeitos colaterais
    O tratamento é uma combinação de medicamentos que podem variar de acordo com a carga viral, estado geral de saúde da pessoa e atividade profissional, devido aos efeitos colaterais — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Em 2021, um novo medicamento para o tratamento de HIV, que combina duas diferentes substâncias em um único comprimido, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
    Em 2021, um novo medicamento para o tratamento de HIV, que combina duas diferentes substâncias em um único comprimido, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/saude/terapia-recem-nascidos-elimina-hiv-testes.

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