Temporal em São Paulo foi causado por combinação de calor e umidade em área de baixa pressão
As fortes chuvas que atingiram o estado de São Paulo nesta quarta-feira (14) foram causadas por uma combinação de fatores, como uma área de baixa pressão, calor e concentração de umidade, segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais). Leia mais (10/14/2026 - 23h00)

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As fortes chuvas que atingiram o estado de São Paulo nesta quarta-feira (14) foram causadas por uma combinação de fatores, como uma área de baixa pressão, calor e concentração de umidade, segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).

Essa baixa pressão formada entre o Mato Grosso do Sul e o oeste paulista levou a tempestades violentas, com raios, granizo e rajadas de vento. Marcelo Seluchi, meteorologista coordenador de Operações e Modelagem do órgão, explica que o temporal se deslocou ao longo do dia até a região metropolitana de São Paulo .
Durante a tarde, o temporal causou alagamentos em diversos bairros da capital paulista, quedas de árvores, inundação no túnel do Anhangabaú e uma morte após deslizamento de terra em Brasilândia, na zona norte.
"Durante o dia, essa área foi se deslocando mais para leste. A mistura de calor e umidade favorece a formação dessas tempestades", disse.

As chuvas recentes acima da média também contribuem para o cenário. "A atmosfera tem muita umidade, o solo tem muita umidade, e essa umidade é alimento também para novas chuvas. Então se estabelece um círculo que se autoalimenta", acrescentou.
A situação levou a Defesa Civil a emitir 45 alertas de riscos para cidades paulistas. Segundo o coronel Araújo Monteiro, já estava previsto um volume mais expressivo em alguns pontos do estado. O maior volume registrado foi de 73 mm em 24h na Vila Clementino , na zona sul da capital paulista.
"Em um espaço de tempo de cerca de três horas, conforme nossas estações, esse volume de chuva foi considerado um pouco mais acentuado e causou alagamentos e outros transtornos na cidade", disse ele à Folha .

"Não é simples mensurar a quantidade de volume para dizer que a chuva é ser forte ou fraca. Às vezes a chuva pode ter um volume acumulado bem abaixo, mas a força da ventania e a chuva de granizo podem trazer muito mais estragos", acrescentou.
A prefeitura chegou a suspender o rodízio de veículos na volta para casa. Balanço das 18h do Corpo de Bombeiros indicava 11 chamados para quedas de árvore, 4 para desabamentos e 17 para ocorrências de enchentes.
Durante a chuva, o CGE alertou para rajadas de vento e alagamentos intransitáveis. E algumas vias da capital paulista viraram rios. O trânsito deu um nó. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a lentidão no trânsito passou dos 1.000 km no município às 18h30.
Por volta das 16h30, a região da praça 14 Bis e a avenida 9 de Julho, na Bela Vista, no centro, estavam alagadas e não era possível o trânsito de carros. O mesmo cenário era visto na avenida 23 de maio.
Ainda na Bela Vista, uma árvore caiu e atingiu dois carros na rua Doutor Plínio Barreto. Um dos veículos foi um táxi. O motorista estava sozinho no momento e não se feriu.
Os bombeiros atuam para remover a árvore e liberar a via, que teve de ser interditada.
No Cambuci, no centro, a rua Almirante Mauriti estava intransitável, assim como a avenida Santo Amaro, na zona sul. Também foram reportados alagamentos na Liberdade e em Santa Cecília, na região central.
Na zona sul da cidade, o lago do parque Ibirapuera transbordou. A Urbia, concessionária do local, disse que o pluviômetro marcou 97 mm em menos de uma hora. "Equipes de campo estão mobilizadas e realizam vistorias em todas as áreas do parque e não houve nenhuma intercorrência com usuários."
O córrego Sapateiro, na Vila Mariana, que fica na mesma região, também teve transbordamento —o acúmulo de água reportado pelo CGE foi de 67,8 mm, o maior na cidade. Na Sé, o volume chegou a 48,5 mm.
Às 16h03, o Centro de Gerenciamento de Emergência reportou rajada de vento de 61,1 km/h na região do aeroporto de Congonhas, na zona sul.
Segundo a Aena, concessionária que administra o aeroporto, houve 11 chegadas e 13 partidas canceladas.
No aeroporto internacional de Guarulhos foram quatro voos alternados para outros locais porque não conseguiram pousar.
Na terça-feira (13), o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) já havia alertado para perigo de tempestade nesta quarta-feira. O aviso era para cidades de seis estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Paraná.
Segundo o alerta, nesta quarta poderia chover até 60 mm/h e os ventos poderiam atingir até 100 km/h. Havia previsão também de queda de granizo.
Os riscos, conforme o Inmet, eram de estragos em plantações, queda de energia elétrica, de árvores e alagamentos.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/10/temporal-em-sao-paulo-foi-causado-por-combinacao-de-calor-e-umidade-em-area-de-baixa-pressao.shtml.

Chuva forte causa alagamento no túnel do Anhangabaú, no centro de São Paulo - Zanone Fraissat/Folhapress · Zanone Fraissat/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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