Política

    “Temos vivido como se fôssemos servir outras nações”, diz Cármen Lúcia

    Ministra do STF foi homenageada na UFMT e declarou que a democracia existe para que as pessoas possam confiar nas instituições

    Poder360
    13 de outubro de 2026 às 20:25
    “Temos vivido como se fôssemos servir outras nações”, diz Cármen Lúcia
    Cármen Lúcia | Reprodução/Youtube @TVUUFMT - 13.oute.2026 — Foto: Poder360

    Ministra do STF foi homenageada na UFMT e declarou que a democracia existe para que as pessoas possam confiar nas instituições

    A ministra Cármen Lúcia , do Supremo Tribunal Federal, abriu, nesta 3ª feira (13.out.2026), a Semana do Conhecimento da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), em Cuiabá. A magistrada ministrou a palestra “Mulheres na ciência e na democracia, igualdade como compromisso institucional” .

    A integrante do Supremo disse que o Brasil possui recursos naturais e culturais únicos. “ […] Nós temos no Brasil chão, céu, água, uma inteligência exuberante e uma cultura impressionante –que não é para ninguém no mundo não nos considerar matriz. E nós temos vivido como se fôssemos para servir outras nações” , declarou.

    "Queremos ser felizes agora e ter esperança de deixar algum legado de alegria”, afirmou Cármen Lúcia (na foto)
    "Queremos ser felizes agora e ter esperança de deixar algum legado de alegria”, afirmou Cármen Lúcia (na foto) — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Segundo a ministra, o país perde, com isso, a oportunidade de oferecer ao mundo modelos de convivência em paz. Sobre o voto, afirmou: “No dia da eleição, é você com você mesmo e mais ninguém”.

    Em seu discurso, a ministra declarou que a experiência democrática existe para que as pessoas possam confiar nas instituições. “O princípio da confiança está na base da convivência democrática” , afirmou. Segundo Cármen Lúcia, a democracia não se estabeleceu pela decisão de uma pessoa ou de um grupo, mas pela necessidade humana de encontrar formas de convivência social pacífica.

    Cármen Lúcia também defendeu a equidade de gênero na sociedade. “Nós não queremos uma terra, nem uma experiência de vida apenas para mulheres. Nós queremos mulheres com homens. Não queremos ser desvalorizadas, acantonadas, destratadas, violentadas” , disse.

    Ao abordar as perspectivas sobre o desenvolvimento do país, a ministra afirmou que a população busca conquistas no presente. “Quando a gente diz que é cansativo ficar pensando que o Brasil é um país do futuro, eu digo: não, porque a criança, o jovem, o adulto, nós, as velhas e os velhos queremos ser felizes agora e ter esperança de deixar algum legado de alegria” , declarou.

    Durante a cerimônia, a ministra recebeu a Láurea Ordem Universitária do Brasão da UFMT. Cármen Lúcia foi a 1ª pessoa a receber a honraria por sua atuação em defesa dos direitos das mulheres e da igualdade de oportunidades. O evento reuniu público presencial em 360 vagas.

    A recepção da cerimônia contou com apresentações de dança das companhias Corpo Livre, D’Santos e Dreams Ballet, além do grupo Mulheres da Terra do Sol. Ao fim da apresentação, integrantes do grupo fizeram o gesto da letra “L” com as mãos –em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)– e entoaram frases em apoio ao chefe do Executivo, à ciência, à educação pública e à ministra.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/temos-vivido-como-se-fossemos-servir-outras-nacoes-diz-carmen-lucia/.

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    "Queremos ser felizes agora e ter esperança de deixar algum legado de alegria”, afirmou Cármen Lúcia (na foto) — Foto: Poder360

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