Alagoas

    "Temia pela minha vida e da minha filha", diz mulher que pediu socorro em prontuário

    Temendo pela própria vida e pela segurança da filha, uma mulher de Ibiporã, no Norte do Paraná, detalhou os momentos de terror que a levaram a usar um prontuário médico para pedir socorro e denunciar o companheiro por violência doméstica. A vítima, que era mantida em cárcere privado e sofria agressões há meses, relatou o desespero de viver em uma área rural isolada. Segundo ela, a residência ficava em um verdadeiro "fim de mundo" cercado por mato, o que impossibilitava qualquer pedido de socorro ou contato com a própria família. O instinto de proteção maternal foi decisivo para a denúncia, poi

    Gazeta de Alagoas
    29 de agosto de 2026 às 09:33
    "Temia pela minha vida e da minha filha", diz mulher que pediu socorro em prontuário
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    Moradora de Ibiporã narra o pavor constante que sofria dentro de casa e como precisou disfarçar a entrega do pedido de ajuda à enfermeira para escapar

    Temendo pela própria vida e pela segurança da filha, uma mulher de Ibiporã, no Norte do Paraná, detalhou os momentos de terror que a levaram a usar um prontuário médico para pedir socorro e denunciar o companheiro por violência doméstica. A vítima, que era mantida em cárcere privado e sofria agressões há meses, relatou o desespero de viver em uma área rural isolada. Segundo ela, a residência ficava em um verdadeiro "fim de mundo" cercado por mato, o que impossibilitava qualquer pedido de socorro ou contato com a própria família. O instinto de proteção maternal foi decisivo para a denúncia, pois a presença da filha, enteada do agressor, aumentava a angústia diante da violência.

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    A mulher descreveu uma rotina de abusos físicos e psicológicos extremos. De acordo com o seu relato, o homem costumava dizer que mulheres que debatiam com homens deveriam apanhar. Ele impunha um terror psicológico constante, contando até três para que ela se calasse durante as discussões. Caso continuasse a falar, era punida com agressões severas. Para evitar que a criança escutasse ou presenciasse a violência, a vítima preferia ficar calada e suportar os golpes. As agressões relatadas por ela incluíam enforcamentos, tapas no rosto que deixavam grandes hematomas e repetidos socos na cabeça, a ponto de fazê-la sentir que iria desmaiar.

    A estratégia para escapar desse ciclo de violência ocorreu na manhã de quinta-feira, quando a vítima alegou sentir fortes dores e pediu para ser levada ao Hospital Cristo Rei. Já na unidade de saúde, ela encontrou a brecha que precisava e escreveu no prontuário um bilhete implorando para que o marido não entrasse na consulta, seguido da palavra "socorro". No momento de entregar o papel, ela precisou disfarçar o ato. A mulher contou que olhou para a enfermeira e questionou se havia assinado o papel errado. A profissional compreendeu imediatamente o recado velado, garantiu o atendimento em segurança e acionou a Polícia Militar.

    O agressor, que aguardava na recepção do pronto-socorro, foi preso em flagrante. De acordo com o delegado responsável pelo caso, a mulher chegou ao local com lesões evidentes e em estado de profundo abalo emocional, demonstrando um intenso pavor do companheiro. O homem, que já possui histórico de violência contra uma ex-companheira, responderá por lesão corporal e ameaça no contexto de violência doméstica e familiar. A Justiça concedeu uma medida protetiva de urgência para a vítima, enquanto o agressor permanece preso. A defesa do acusado informou que analisará as provas antes de apresentar sua manifestação técnica nos autos.

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    Publicado originalmente por Gazeta de Alagoas. Leia a matéria completa em https://www.gazetaweb.com/noticias/brasil/temia-pela-minha-vida-e-da-minha-filha-diz-mulher-que-pediu-socorro-em-prontuario-932512.

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