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    Tecnologia pode facilitar transplante capilar ao multiplicar fios de cabelo

    Método permite transplante capilar em pacientes sem área doadora suficiente, como aqueles com alopécia ou que passaram por quimioterapia

    CNN Brasil
    26 de setembro de 2026 às 09:00
    Tecnologia pode facilitar transplante capilar ao multiplicar fios de cabelo
    Foto: CNN Brasil

    Embora seja a principal solução contra a queda de cabelo, o transplante capilar não é para todos, já que exige uma “área doadora” suficiente na nuca ou nas laterais da cabeça. Para possibilitar o tratamento para esse público, pesquisadores do IB-Unicamp (Instituto Biológico da Universidade Estadual de Campinas) desenvolveram uma técnica que multiplica folículos capilares em laboratório.

    O método é realizado a partir de uma pequena amostra do próprio paciente, entre 50 e 120 unidades, para produzir um volume maior de folículos viáveis para transplante .

    Durante o transplante no modelo tradicional, são retirados folículos da área doadora para implantação manual, um a um , em um procedimento que pode durar de oito a dez horas.

    Transplante capilar está entre os procedimentos mais buscados por homens, refletindo a alta demanda por soluções para queda de cabelo • Magnific · • Magnific
    Transplante capilar está entre os procedimentos mais buscados por homens, refletindo a alta demanda por soluções para queda de cabelo • Magnific · • Magnific — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Nesse novo método, o cirurgião receberá os folículos já expandidos e selecionados pelo laboratório , o que pode reduzir o tempo cirúrgico para cerca de duas horas.

    A redução de tempo pode aumentar a precisão do procedimento, já que o cansaço dos cirurgiões durante uma cirurgia longa é considerado fator de queda na taxa de sucesso.

    Os benefícios, segundo a Universidade, podem se estender para a recuperação pós-operatória. Como os folículos expandidos passam por uma seleção de qualidade antes do implante, os mais resistentes serão priorizados, reduzindo o processo inflamatório e acelerando o período de recuperação.

    MPF ajuíza ação contra faculdade por uso de cadáveres do Hospital Colônia
    MPF ajuíza ação contra faculdade por uso de cadáveres do Hospital Colônia — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A tecnologia ainda está em fase pré-clínica e, além de pacientes sem área doadora suficiente, foca em levar o procedimento a pacientes com alopecia avançada e pessoas que perderam cabelo em decorrência de quimioterapia ou queimaduras .

    “Para quem enfrenta um tratamento difícil como o de câncer, saber que poderá recuperar o cabelo lá na frente pode trazer um alívio enorme para enfrentar a doença”, afirma Wagner Fávaro, professor do IB e responsável pelo desenvolvimento do “know-how”.

    Antes do início da quimioterapia, seria possível coletar e armazenar folículos em nitrogênio líquido ou em freezers a -80°C.

    Antes de começar transplante capilar, Gretchen raspa cabeça em live; veja
    Antes de começar transplante capilar, Gretchen raspa cabeça em live; veja — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Por meio do protocolo de criopreservação em desenvolvimento, esses folículos poderiam ser descongelados e multiplicados no futuro para recompor o cabelo perdido durante o tratamento.

    Como conheceremos a fundo a característica de cada folículo, poderemos selecioná-los. Se o paciente quiser um cabelo diferente, poderemos prever isso. Se essa possibilidade se concretizar, o número de transplantes pode aumentar significativamente

    O método foi criado por uma equipe do IB (Instituto de Biologia) e da FCM (Faculdade de Ciências Médicas) da Unicamp, usando nanotecnologia, cultura celular e medicina regenerativa.

    CPEX Embriões abre laboratório em SP e segue para o MS
    CPEX Embriões abre laboratório em SP e segue para o MS — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Para replicar, os folículos coletados são “desmontados” por meio de reagentes, liberando tipos celulares distintos, como queratinócitos, células-tronco e células mesenquimais.

    Essas células são cultivadas até se multiplicarem e depois transferidas para placas especiais, onde formam organoides –– como miniórgãos –– que recriam a estrutura do folículo e fazem os fios crescerem.

    Tiramos a matéria-prima da própria pessoa, diminuindo, assim, a possibilidade da rejeição. Se pegarmos parte dos folículos daquela pessoa e expandirmos no laboratório, teremos muito mais folículos para conseguir fazer o transplante. Dessa forma, as pessoas que não são elegíveis porque não têm área doadora acabam tendo uma oportunidade.

    Wagner Fávaro, professor do Instituto Biológico da Unicamp • Unicamp
    Wagner Fávaro, professor do Instituto Biológico da Unicamp • Unicamp — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A pesquisa está na fase de caracterização e estudos in vitro, com previsão de 18 meses para encerrar a fase pré-clínica completa, que inclui experimentos em animais.

    Depois dessa etapa o método será testado em seres humanos, seguindo os protocolos regulatórios estabelecidos internacionalmente para soluções terapêuticas.

    O maior desafio da pesquisa é garantir que os folículos criados em laboratório mantenham a cor, textura e curvatura originais do paciente.

    Wagner Fávaro, professor do Instituto Biológico da Unicamp • Unicamp
    Wagner Fávaro, professor do Instituto Biológico da Unicamp • Unicamp — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Segundo a universidade, o uso de células do próprio indivíduo deve preservar essas características, mas os testes definitivos ainda estão sendo concluídos.

    Após a etapa inicial, os pacientes passarão por 24 meses de acompanhamento com exames mensais . Depois, o objetivo é fornecer essa inovação para o setor médico e transformar o Brasil em um exportador dessa solução para o mercado global.

    Antes de começar transplante capilar, Gretchen raspa cabeça em live; veja
    Antes de começar transplante capilar, Gretchen raspa cabeça em live; veja — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    CPEX Embriões abre laboratório em SP e segue para o MS
    CPEX Embriões abre laboratório em SP e segue para o MS — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    MPF ajuíza ação contra faculdade por uso de cadáveres do Hospital Colônia — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Wagner Fávaro, professor do Instituto Biológico da Unicamp
    Wagner Fávaro, professor do Instituto Biológico da Unicamp — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/saude/tecnologia-pode-facilitar-transplante-capilar-ao-multiplicar-fios-de-cabelo/.

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