TCU encerra negociações sobre termelétricas da Eneva, dizem fontes
Acordo permitiria flexibilizar o funcionamento das usinas

A câmara do TCU (Tribunal de Contas da União) dedicada a soluções consensuais decidiu encerrar as negociações sobre um acordo que permitiria flexibilizar o funcionamento de usinas termelétricas da Eneva , disseram fontes envolvidas no processo à Reuters.
A desistência, pactuada na tarde de terça-feira, ocorre após a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ter rejeitado dar seu aval à potencial mudança nos contratos das usinas da Eneva.
A Eneva vinha discutindo com o Ministério de Minas e Energia, com mediação do TCU, uma mudança contratual para flexibilizar o despacho de três projetos: UTE Maranhão III, UTE MC2 Nova Venécia 2 e UTE Azulão II e IV, que somam 1,2 gigawatt (GW) de potência.

A ideia é que, em vez de funcionarem compulsoriamente o tempo todo, essas usinas pudessem ser acionadas apenas quando o sistema elétrico realmente precisar. Essa mudança poderia representar uma economia bilionária aos consumidores de energia, segundo cálculos da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apresentados pela Eneva.
Apesar da vantagem apontada pela empresa em sua proposta, a Aneel entendeu que não seria possível, nesse momento, comprovar os benefícios aos consumidores no longo prazo, o que aumentava a incerteza sobre o acordo, disse uma das fontes.
Procurada, a Eneva não comentou imediatamente. Já o TCU disse que o processo, que é sigiloso, ainda estava em andamento e não havia informações públicas disponíveis.
*Por Letícia Fucuchima; edição de Roberto Samora
Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/infra/tcu-encerra-negociacoes-para/.

Trabalhadores caminham em frente ao terminal de importação de gás da empresa de geração de energia Eneva, em Aracaju • 8 de outubro de 2024REUTERS/Marta Nogueira · • 8 de outubro de 2024REUTERS/Marta Nogueira — Foto: CNN Brasil
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