Política

    TCU analisa política de preços da Petrobras na próxima 4ª feira

    Corte marcou sessão extraordinária para analisar precificação de combustíveis da estatal

    Poder360
    17 de setembro de 2026 às 23:05
    TCU analisa política de preços da Petrobras na próxima 4ª feira
    Em novembro de 2024, o TCU (Tribunal de Contas da União) determinou que a Petrobras formalizasse, em até 120 dias, uma norma interna detalhando como as diretrizes seriam aplicadas — Foto: Poder360

    Corte marcou sessão extraordinária para analisar precificação de combustíveis da estatal

    O Tribunal de Contas da União realizará na próxima 4ª feira (23.set.2026) uma sessão extraordinária e reservada para analisar a política de preços dos combustíveis da Petrobras. A reunião foi convocada a pedido do ministro Jhonatan de Jesus, relator do processo que audita a governança da estatal.

    A Corte de Contas acompanha a Estratégia Comercial de Diesel e Gasolina adotada pela Petrobras em maio de 2023. O objetivo é avaliar a execução da política, os critérios usados na formação dos preços e os mecanismos internos de governança e controle.

    Em novembro de 2024, o TCU determinou que a Petrobras formalizasse, em até 120 dias, uma norma interna detalhando como as diretrizes seriam aplicadas. A Corte também decidiu manter o acompanhamento por mais 2 anos, com análises semestrais. Como o processo tem informações sigilosas, não foi divulgado qual ponto específico será submetido aos ministros na sessão.

    O PPI (Preço de Paridade de Importação) foi adotado em 2016, durante o governo de Michel Temer (MDB). O modelo vinculava os preços cobrados pela Petrobras às cotações internacionais dos derivados, considerando fatores como o preço do petróleo Brent, o câmbio, o frete marítimo, as despesas portuárias e os riscos da importação.

    O fim da vinculação direta ao PPI foi uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em maio de 2023, durante a gestão de Jean Paul Prates na Petrobras, a companhia passou a considerar o “ custo alternativo do cliente ” e o “ valor marginal ” para definir preços. As referências internacionais continuaram no cálculo, mas deixaram de produzir reajustes automáticos no mercado interno. Isso permite que a Petrobras absorva parte da alta do preço internacional de petróleo, sem precisar repassar o aumento integral ao consumidor brasileiro.

    A política é criticada por importadores privados. Afirmam que o preço praticado pela estatal torna o combustível vindo do exterior menos competitivo no Brasil. Empresários alegam que a companhia cede a pressões políticas ao formar preços.

    O debate na Corte de Contas ocorre em meio a disputa intensa entre importadores e a estatal. A alta do preço do barril de petróleo, provocada pela Guerra no Irã, levou a disparidade no preço a alcançar patamares recordes. Chegou a 119% no diesel e 32% na gasolina, de acordo com relatório da Abicom (Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis) desta 5ª feira (17.set). O setor também afirma que a proximidade das eleições também impacta os reajustes.

    No dia 10 de setembro a Petrobras chegou a recuar de um aumento adicional de R$ 0,19 por litro da gasolina. A companhia havia anunciado uma alta total de R$ 0,63, composta pelo fim de um desconto de R$ 0,44 bancado pelo governo e pelo reajuste adicional. Cerca de 4 horas depois, retirou os R$ 0,19 e afirmou que o primeiro comunicado continha um erro.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-economia/tcu-analisa-politica-de-precos-da-petrobras-na-proxima-4a-feira/.

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