Economia

    Taxas dos DIs recuam com petróleo em baixa e eleição no radar

    (Imagem: Kamil / Unsplash) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/04/juros.png?fit=1275%2C767&quality=70&strip=all" />Investidores também digeriram a ata do Copom, que defendeu a manutenção do nível restritivo da taxa básica Selic, hoje em 13,75% The post Taxas dos DIs recuam com petróleo em baixa e eleição no radar appeared first on InfoMoney .

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    22 de setembro de 2026 às 20:12
    Taxas dos DIs recuam com petróleo em baixa e eleição no radar
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    SÃO PAULO, 22 Set (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam ⁠a terça-feira com baixas, refletindo o recuo do petróleo no exterior em meio à expectativa ⁠de que as negociações entre EUA e Irã possam avançar, enquanto no Brasil a disputa presidencial e a ata do ‌último encontro do Copom também influenciaram os negócios.

    No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,475%, com baixa de 5 pontos-base ante o ajuste de 13,528% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa ‌do DI para janeiro de 2035 estava em 13,95%, com queda de 8 pontos-base ante 14,028%.

    Commodity reage às movimentações em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York

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    Bolsas dos EUA avançam em meio à nova queda do petróleo

    Na noite de segunda-feira, uma nova pesquisa Quaest mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 42% das intenções de voto na simulação de segundo turno, contra 41% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os dois estão em empate técnico na disputa pelo Planalto. Na semana anterior, Flávio tinha os mesmos 42% e Lula somava 40%.

    Dois profissionais ouvidos pela Reuters pontuaram que, embora persista o empate técnico na pesquisa Quaest, o ⁠fato de ‌a vantagem numérica de Flávio no segundo turno ter diminuído foi mal-recebido. Isso porque Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte ⁠do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação.

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    Em função disso, as taxas dos DIs sustentaram ganhos durante boa parte da manhã, ainda que no exterior os rendimentos dos Treasuries e o petróleo estivessem em baixa em meio à esperança de que EUA e Irã possam chegar a um acordo.

    Na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse acreditar em um acordo com o Irã apenas depois das eleições ​legislativas norte-americanas, em novembro. Ao mesmo tempo, afirmou que pode “aniquilar a República Islâmica” se um acordo de paz não for alcançado.

    Após o discurso, Trump disse a repórteres que autoridades dos dois países tiveram uma reunião “muito boa”, de três horas, nesta terça-feira.

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    “Trump deu declarações ​um pouco mais otimistas em relação ao Irã, e isso ajudou a reduzir o preço do petróleo’, comentou à tarde o estrategista-chefe e sócio da EPS Investimentos, Luciano Rostagno, para quem o cenário externo ajudou a conduzir as taxas dos DIs para o território negativo.

    Após marcar a máxima de 14,085% (+6 pontos-base) às 9h21, ainda na primeira meia hora do dia, a taxa do DI para janeiro de 2035 perdeu força durante a tarde e atingiu a mínima de 13,95% (-8 pontos-base) no encerramento da sessão regular, quando o petróleo Brent oscilava abaixo dos ‌US$99 o barril.

    Mais cedo, os investidores também digeriram a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) ​do Banco Central, que defendeu a manutenção do nível restritivo da taxa básica Selic, hoje em 13,75%, diante da pressão da demanda, ainda que se observe um arrefecimento da atividade econômica, do crédito e da inflação.

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    “Embora a política monetária esteja contribuindo de forma determinante para o processo de desinflação, a inflação permanece pressionada pela demanda, ⁠exigindo que a política monetária mantenha caráter restritivo”, afirmou o ​BC no documento.

    Para o economista Carlos ​Lopes, do banco BV, o cenário para o próximo encontro do Copom segue ‘completamente aberto’.

    ‘O Banco Central aguarda principalmente o cenário eleitoral, mas também a evolução no quadro internacional, política ⁠de juros americana para tomar a próxima decisão. Então, acho que a ​estratégia do Banco Central é justamente aguardar o que acontece no cenário internacional, o que acontece aqui com o resultado da eleição, para na próxima reunião decidir se segue cortando ou não’, avaliou.

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    A próxima reunião do Copom ocorrerá no início de novembro, já após o segundo turno da eleição presidencial.

    Na avaliação de ​Rostagno, da EPS Investimentos, a eleição gera um cenário binário: se Flávio vencer, o mercado tende a reagir positivamente e aumentam as chances de mais dois cortes de 25 pontos-base da Selic ainda em 2026; se Lula vencer, a ​reação do mercado será negativa, e o ⁠próprio BC tende a ser mais cauteloso em relação a cortes de juros.

    No fim da manhã, em seu leilão regular, o Tesouro vendeu ao mercado 1,95 milhão de Notas do Tesouro ⁠Nacional — Série B (NTN-Bs), títulos indexados à inflação, e 750 mil Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), que acompanham a Selic.

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    Mais cedo, a Receita Federal informou que a arrecadação do governo federal teve alta real (descontada a inflação) de 8,25% em agosto sobre igual mês do ano anterior, para R$235,566 bilhões.

    À tarde, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda reduziu sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, de 2,3% para 2,0%, e para 2027, de 2,5% para 2,3%.

    No exterior, às 16h37 o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– caía 2 pontos-base, a ​4,939%.

    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/taxas-dos-dis-recuam-com-petroleo-em-baixa-e-eleicao-no-radar/.

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