Economia

    Taxas dos DIs caem pela terceira sessão com exterior e política no radar

    (Imagem: Kamil / Unsplash) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/04/juros.png?fit=1275%2C767&quality=70&strip=all" />Parte desse movimento esteve ligado à disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo Planalto The post Taxas dos DIs caem pela terceira sessão com exterior e política no radar appeared first on InfoMoney .

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    3 de setembro de 2026 às 20:36
    Taxas dos DIs caem pela terceira sessão com exterior e política no radar
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    SÃO PAULO, 3 Set (Reuters) – As taxas ⁠dos DIs fecharam em baixa pela terceira sessão consecutiva nesta quinta-feira, ⁠em meio ao recuo firme dos rendimentos dos Treasuries no exterior e à expectativa ‌pela divulgação de nova pesquisa eleitoral do Datafolha.

    No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,585%, com baixa de 8 pontos-base ante o ajuste de ‌13,661% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 marcava 14,28%, com recuo de 9 pontos-base ante 14,369%. No acumulado das últimas três sessões, essas taxas cederam 23 e 31 pontos-base, respectivamente.

    Uma notícia do The Washington Post aponta que a Síria, sob o comando de seu novo presidente, Ahmed al-Sharaa, está se apresentando como um corredor terrestre relativamente estável para o transporte de energia e mercadorias, além de uma alternativa ao Estreito de Ormuz

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    Nos Estados Unidos, o rendimento do Treasury de dez anos recuava a 4,76%, de 4,794% na véspera

    Parte desse movimento esteve ligado à disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo Planalto.

    Na quarta-feira, uma pesquisa da Quaest mostrou uma diferença ⁠menor ‌nas intenções de voto entre Lula e Flávio, com os dois tecnicamente empatados no segundo turno. Nesta ⁠quinta-feira, os investidores aguardavam pela divulgação de nova pesquisa Datafolha no início da noite.

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    De modo geral, Lula tem sido visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias favoráveis a Flávio — como a redução numérica da distância para Lula — têm se refletido na ​queda do dólar ante o real e na redução de prêmios na curva a termo.

    Durante o dia, a queda dos rendimentos dos Treasuries, após o diretor do Federal Reserve Christopher Waller ​afirmar que poderá defender a manutenção da taxa de juros nos EUA este mês, caso os dados econômicos confirmem a diminuição das pressões inflacionárias nos EUA, corroborou o recuo das taxas no Brasil.

    “Waller teve um tom considerado mais ‘dovish’ (brando com a política monetária) hoje, dizendo que pode propor manutenção de juros na reunião de setembro do Fed”, pontuou Marcos Praça, diretor de análise da ZERO ‌Markets Brasil. “Isso ajudou a corrigir um pouco a curva americana, e o ​Brasil acompanhou.”

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    Após marcar uma máxima intradia de 13,630% (-3 pontos-base) às 9h17, ainda na primeira meia hora de negócios, a taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a mínima de 13,555% (-11 pontos-base) às 11h50.

    Nas últimas sessões, os investidores vêm consolidando ⁠as apostas de que o Comitê ​de Política Monetária (Copom) do Banco ​Central cortará a taxa básica Selic, hoje em 14%, em 25 pontos-base em setembro, podendo promover nova redução em novembro.

    Por trás ⁠disso está tanto o fator político, com Flávio diminuindo ​a diferença para Lula, quanto os dados econômicos mais recentes no Brasil, sugerindo desaceleração da atividade econômica.

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    De acordo com Marcos Praça, os ativos no Brasil estão “abrindo caminho” para novas reduções da Selic até o fim do ​ano, mas não indicam perspectiva de continuidade do movimento em 2027.

    “Hoje o mercado deixa a entender que está precificando que o Copom pode dar mais cortes este ano, ​mas para 2027 não tem corte ⁠nenhum”, comentou.

    No leilão semanal de títulos prefixados, o Tesouro vendeu no fim da manhã 19 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTNs) ⁠e 14 milhões de Notas do Tesouro Nacional — Série F (NTN-Fs). Na semana passada, a colocação havia sido de 23 milhões de LTNs e 8 milhões de NTN-Fs.

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    Às 16h53, o rendimento do Treasury de dois anos–que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo– tinha queda de 5 pontos-base, a 4,338%. Já o retorno do título de dez anos –referência global para decisões de investimento– caía 2 pontos-base, a ​4,77%.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/taxas-dos-dis-caem-pela-terceira-sessao-com-exterior-e-politica-no-radar/.

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