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    Taxas curtas fecham com altas leves em dia de noticiário eleitoral intenso

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    31 de agosto de 2026 às 20:03
    Taxas curtas fecham com altas leves em dia de noticiário eleitoral intenso
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    SÃO PAULO, 31 Ago (Reuters) – As taxas dos ⁠DIs de curto prazo fecharam a segunda-feira com altas leves após o ⁠Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspender a campanha do empresário Renan Santos (Missão) à Presidência, em uma sessão marcada ainda ‌por duas novas pesquisas eleitorais no Brasil e pelo avanço dos rendimentos dos Treasuries no exterior.

    No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,815%, com alta de 4 pontos-base ‌ante o ajuste de 13,779% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 marcava 14,58%, com baixa de 1 ponto-base ante 14,589%.

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    No início da tarde as taxas futuras vinham exibindo baixas leves, mas uma decisão do ministro Dias Toffoli, do TSE, alterou o cenário. Toffoli determinou a suspensão da propaganda eleitoral de Renan Santos em sites, blogs e outros aplicativos não informados à Justiça Eleitoral.

    Ele também barrou repasses do fundo partidário e ⁠o ‌direito de Renan Santos participar de debates em meios de comunicação, entre outras determinações.

    Conforme a decisão, a candidatura ⁠de Renan Santos contava com dois perfis irregulares nas redes sociais que estavam divulgando conteúdos favoráveis a ele, com milhares de seguidores.

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    Após a notícia sobre a punição ser divulgada na imprensa, as taxas dos DIs ganharam força, migrando para o território positivo em vários vencimentos. Dois profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que a notícia foi mal-recebida pelo mercado, que vê a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — líder ​nas pesquisas — como um empecilho para o ajuste fiscal.

    Após marcar a cotação mínima intradia de 13,740% (-4 pontos-base) às 9h07, ainda no início da sessão, a taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a máxima ​de 13,820% (+4 pontos-base) às 15h37, já depois da notícia sobre Renan Santos. Na ponta longa da curva as taxas também ganharam força, se reaproximando da estabilidade.

    No início do dia, duas pesquisas eleitorais apontaram que a disputa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) segue acirrada.

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    A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou Lula com 47,1% das intenções de voto em um segundo turno da disputa presidencial, contra 42,6% de Flávio Bolsonaro — uma diferença menor que a vista em ‌julho, quando os percentuais eram de 49,2% e 42,9%, respectivamente. A margem ​de erro é de 1 ponto percentual.

    Já a pesquisa BTG/Nexus mostrou Lula com 46% no segundo turno, contra 45% de Flávio, com os dois em empate técnico já que a margem de erro é de dois pontos percentuais.

    No mercado, parte dos agentes avalia que a reeleição ⁠de Lula seria um fator negativo para ​o equilíbrio fiscal. Assim, uma ​disputa mais acirrada entre Lula e Flávio tem sido percebida como um fator baixista para o dólar e para a curva de juros.

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    Pela manhã, ⁠durante evento do BTG Pactual em São Paulo, o ministro ​da Fazenda, Dario Durigan, defendeu que a atual regra fiscal do país seja reforçada, e não substituída, e disse que algumas políticas sociais podem deixar de ser ‘obrigatórias’ no Brasil, entrando na classificação de ‘controle de fluxo’, que dá maior flexibilidade na execução.

    Durigan prometeu ​ainda que a partir de 2027 o governo terá superávits primários ‘crescentes e recorrentes’ e disse que é preciso avançar na agenda para levar a taxa de juros brasileira a um patamar civilizado.

    Impactada ​pelos resultados fiscais, entre outros fatores, ⁠a dívida bruta brasileira subiu de 81,9% em junho para 82,5% em julho, informou mais cedo o Banco Central.

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    O cenário externo, por sua vez, trouxe ⁠um impulso altista para as taxas dos DIs nesta segunda-feira. Isso porque os Estados Unidos realizaram no domingo um ataque na ilha iraniana de Larak, enquanto o Irã respondeu disparando contra forças norte-americanas estacionadas na Jordânia.

    As ações militares impulsionaram o preço do petróleo Brent para acima dos US$90 o barril, reforçando as preocupações inflacionárias, enquanto os rendimentos dos Treasuries de longo prazo avançaram.

    Às 16h35, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– subia 3 pontos-base, a ​4,748%.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/taxas-curtas-fecham-com-altas-leves-em-dia-de-noticiario-eleitoral-intenso/.

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