Taxa de lixo deveria ser 25% menor na metade das cidades, diz consultoria
Metade das prefeituras do Brasil ainda não estruturaram a cobrança de tratamento de lixo separadamente da de demais tributos, como é exigido na Política Nacional de Resíduos Sólidos, lei sancionada em 2010. Segundo estudo da consultoria de infraestrutura Una Partners, se a cobrança for feita via contas de saneamento básico, o valor cai em pelo menos 25%. Leia mais (10/14/2026 - 11h44)

Editado por Stéfanie Rigamonti, espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Receba no seu email as informações exclusivas da coluna Painel S.A.
Metade das prefeituras do Brasil ainda não estruturaram a cobrança de tratamento de lixo separadamente da de demais tributos, como é exigido na Política Nacional de Resíduos Sólidos, lei sancionada em 2010. Segundo estudo da consultoria de infraestrutura Una Partners, se a cobrança for feita via contas de saneamento básico, o valor cai em pelo menos 25%.
A consultoria diz que essa queda se deve ao fato de que, ao atrelar a cobrança do resíduo sólido à conta de água e esgoto, a inadimplência e os custos de cobrança caem.

"A eficiência na arrecadação é decisiva para conciliar sustentabilidade financeira dos sistemas de resíduos sólidos e modicidade tarifária, ou seja, sem custar tanto para o usuário", diz Daniel Keller, sócio-diretor da Una Partners.
Como exemplos de cidades que já adotaram o modelo, Keller cita os municípios paulistas de Guarulhos e Araraquara.
Ele afirma que outra vantagem de atrelar a cobrança às contas de saneamento é a diminuição do efeito "pain of payment" ou, em português, "dor do pagamento". Ou seja, por ser mais fácil e simples pagar tudo junto, o cidadão tem "menor experiência negativa".
"Assim, o cofaturamento funciona bem ao combinar eficiência na cobrança e redução dos custos comerciais com impacto contido na população, criando condições para uma prestação de serviços sustentável", diz Keller.
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Na página Colunas da Folha você encontra opinião e crônicas de colunistas como Mônica Bergamo , Elio Gaspari , Djamila Ribeiro , Tati Bernardi , Dora Kramer , Ruy Castro , Muniz Sodré , Txai Suruí , José Simão , Thiago Amparo , Antonio Prata e muito mais.
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2026/10/taxa-de-lixo-deveria-ser-25-menor-na-metade-das-cidades-diz-consultoria.shtml.

Lixo coletado na Estação de Tratamento de Esgotos ABC da Sabesp, na divisa de São Paulo com São Caetano - Eduardo Knapp/Folhapress · Eduardo Knapp/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
Compartilhe
Espalhe essa notícia

