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    Tari faz cozinha de alto nível sem sabores fáceis em São Paulo

    Crítica | SP Tari Quatro estrelas (muito bom) R. Girassol, 130, Vila Madalena, região oeste. @tarirestaurante Tem restaurante que não é para qualquer paladar. Fiquei pensando nisso durante o almoço no Tari . Aberto em julho, imaginei que a casa ainda estivesse acertando os passos na cozinha. Meus planos mudaram logo que chegou a entrada. Era tão bonita que tive a sensação de que nem precisaria prová-la para saber que era boa. Olhar para os corações de pato malpassados sobre acelga fermentada, queijo meia-cura, maionese de avocado e pão de fermentação natural já era um prazer. Mas, claro, comi.

    Folha de S.Paulo
    13 de agosto de 2026 às 18:06
    Tari faz cozinha de alto nível sem sabores fáceis em São Paulo
    Foto: Folha de S.Paulo

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    Crítica | SP Tari Quatro estrelas (muito bom) R. Girassol, 130, Vila Madalena, região oeste. @tarirestaurante Tem restaurante que não é para qualquer paladar. Fiquei pensando nisso durante o almoço no Tari . Aberto em julho, imaginei que a casa ainda estivesse acertando os passos na cozinha. Meus planos mudaram logo que chegou a entrada. Era tão bonita que tive a sensação de que nem precisaria prová-la para saber que era boa. Olhar para os corações de pato malpassados sobre acelga fermentada, queijo meia-cura, maionese de avocado e pão de fermentação natural já era um prazer. Mas, claro, comi.

    Entrada de corações de pato malpassados sobre acelga fermentada, queijo meia cura, maionese de avocado e pão de fermentação natural do Tari - Priscila Pastre/Folhapress · Priscila Pastre/Folhapress
    Entrada de corações de pato malpassados sobre acelga fermentada, queijo meia cura, maionese de avocado e pão de fermentação natural do Tari - Priscila Pastre/Folhapress · Priscila Pastre/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Quatro unidades, cada uma com três metades de corações carnudos, rosados, úmidos, firmes e macios que passam por um susto na brasa. O suficiente para agregar um leve defumado, mas não para disfarçar o sabor marcante. O kimchi entra com uma picância moderada. E o pão, macio, suaviza o conjunto. Em duas pessoas, dá para pedir só essa entrada e partir para os principais. Foi bom, aliás, constatar que o cardápio traz pratos individuais, algo raro nos restaurantes autorais da cidade. Eu poderia escolher o que me falasse mais às papilas e degustá-lo sozinha, sem ter de compartilhar ou pedir várias pequenas porções. Optei pelo polvo (R$ 123) com nhoque, molho romesco e chorizo espanhol. Cozido por cinco horas em baixa temperatura, chegou na textura perfeita. No início, tive dúvidas quanto ao molho à base de pimentão vermelho que acompanha o nhoque . Talvez porque esperasse um sabor muito marcado, mas era surpreendentemente suave. Assim, o polvo não perdeu protagonismo. A maciez dele junto à do nhoque quase deixou o prato monótono. Mas a presença de pedacinhos de chorizo se encarregou de um pequeno contraste que fez a diferença.

    Provei também o matambre suíno (R$ 99). No ponto correto, a carne grelhada na brasa recebe um untuoso jus de suã à mesa, preparado a partir do corte suíno que fica junto à espinha dorsal. Um prato bem equilibrado, mas sem surpresas. Diferentemente da sobremesa. O creme de queijo mascarpone e banana (R$ 45) é bem diferente do que eu imaginava. Para começar, a banana só se faz presente em notas discretas que remetem a uma compota da fruta. Em cima do creme, o que chega é uma granita de frutas vermelhas . Simples e leve, dá uma geladinha na boca e empresta leveza ao mascarpone. Um crocante de quinoa entra com textura e dulçor. Dá para notar a influência peruana na cozinha do chef Sergio Suslick Mortara, especialmente nas entradas, caso do ceviche (R$ 97) e do tiradito de peixe (R$ 79). Se você gosta de refeições para compartilhar, dá para ficar só nessa parte do menu.

    O almoço no Tari foi uma delícia. Mas não dá para recomendar para qualquer paladar. É preciso estar preparado para o cardápio que provoca e que não entrega sabores fáceis em receitas que aconchegam. Vai entregar gastronomia de alto nível, feita para paladares iniciados ou que queiram aumentar seu repertório.

    Polvo com nhoque, molho romesco e chorizo espanhol do Tari - Priscila Pastre/Folhapress · Priscila Pastre/Folhapress
    Polvo com nhoque, molho romesco e chorizo espanhol do Tari - Priscila Pastre/Folhapress · Priscila Pastre/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo
    Creme de queijo mascarpone e banana é sobremesa do Tari - Priscila Pastre/Folhapress · Priscila Pastre/Folhapress
    Creme de queijo mascarpone e banana é sobremesa do Tari - Priscila Pastre/Folhapress · Priscila Pastre/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo
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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://guia.folha.uol.com.br/restaurantes/2026/08/tari-faz-cozinha-de-alto-nivel-sem-sabores-faceis-em-sao-paulo.shtml.

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    Entrada de corações de pato malpassados sobre acelga fermentada, queijo meia cura, maionese de avocado e pão de fermentação natural do Tari - Priscila Pastre/Folhapress · Priscila Pastre/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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