Tarcísio pede investigação após Haddad dizer que foi seguido pela PM
Adversários na disputa pelo governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) se cumprimentam antes do primeiro debate da Band Imagem: Miguel Schincariol - 09.ago.26/AFP. O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) determinou que a Polícia Militar identifique as equipes da corporação que supostamente seguiram o motorista do candidato Fernando Haddad (PT) até sua casa, na zona sul de São Paulo.Haddad relatou hoje à imprensa uma abordagem da PM considerada fora do padrão. Segundo o candidato ao governo, ele chegava em sua casa, na zona sul da capital, por volta das

Adversários na disputa pelo governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) se cumprimentam antes do primeiro debate da Band Imagem: Miguel Schincariol - 09.ago.26/AFP.
O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) determinou que a Polícia Militar identifique as equipes da corporação que supostamente seguiram o motorista do candidato Fernando Haddad (PT) até sua casa, na zona sul de São Paulo.
Haddad relatou hoje à imprensa uma abordagem da PM considerada fora do padrão. Segundo o candidato ao governo, ele chegava em sua casa, na zona sul da capital, por volta das 22h30, quando percebeu uma viatura da polícia o acompanhando. O ex-ministro afirmou que os agentes não conversaram com ele nem pediram documentos, mas, em seguida, perseguiram seu motorista no trajeto para a casa do funcionário.

O relato mobilizou autoridades da segurança pública a esclarecer o caso e evitar qualquer impacto eleitoral. Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirmou que o chefe da pasta, Nico Gonçalves, entrou em contato com o candidato petista "em busca de informações complementares sobre o trajeto e a situação relatada". A comunicação foi feita a pedido do governador Tarcísio de Freitas.
"Qualquer possível desvio de conduta será devidamente apurado", diz nota da SSP. Segundo a pasta, a determinação é que a PM identifique as equipes que "estiveram ou passaram pela região no período informado para apurar as circunstâncias do episódio".
Policiais desconfiaram de um carro parado em frente à casa do petista, apurou o UOL. Ontem à noite, viaturas participavam de ação policial no bairro do candidato do PT. A postura dos policiais não teria tido relação com o fato de a casa ser de Haddad, mas com uma ocorrência que teria ocorrido no bairro onde o petista mora, o Planalto Paulista, nas proximidades do aeroporto de Congonhas.

O ex-ministro classificou o episódio como "desagradável". O petista disse que achou que fosse só uma ronda, mas depois soube que, em seguida, seu motorista foi acompanhado de uma forma "intimidadora" e por muito tempo. "Pode ter sido uma coincidência, uma confusão, mas tem que haver no mínimo uma apuração para saber o que aconteceu. Espero que não seja nada", afirmou hoje, durante evento na OAB.
"A Secretaria da Segurança Pública determinou à Polícia Militar que fossem identificadas as equipes que estiveram ou passaram pela região no período informado para apurar as circunstâncias do episódio. O secretário da pasta, Osvaldo Nico Gonçalves, entrou em contato com o candidato Fernando Haddad em busca de informações complementares sobre o trajeto e a situação relatada, a fim de contribuir na investigação. Qualquer possível desvio de conduta será devidamente apurado", disse a SSP.
Haddad contou que a PM ora emparelhava os carros, ora jogava luz em cima. Segundo o candidato, os policiais jogaram luz na cara dele quando ele saiu do carro em frente à sua casa, sem falar nada, então ele entrou em casa, sem se preocupar com o assunto até a manhã seguinte, quando o empregado relatou a sequência do caso.

Motorista parou para averiguar o caso. O advogado da campanha, Hélio Silveira, contou que, durante a perseguição, o motorista estacionou em frente a um hotel perto da avenida 23 de Maio para tentar entender o que estava acontecendo. "Ele entrou no hotel e, quando viu que a viatura continuava lá, foi conversar com os policiais, que apenas falaram: 'Vaza daqui'", disse o advogado. Em seguida, a viatura tomou outro caminho.
Segundo o advogado, o acompanhamento se deu por cerca de 40 minutos. No trajeto, o motorista contou que o carro da PM chegou a encostar no para-choque. O funcionário também contou que deu para ver que os policiais portavam fuzis.






Publicado originalmente por Gazeta de Alagoas. Leia a matéria completa em https://www.gazetaweb.com/noticias/brasil/tarcisio-pede-investigacao-apos-haddad-dizer-que-foi-seguido-pela-pm-928845.

Adversários na disputa pelo governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) se cumprimentam antes do primeiro debate da Band Imagem: Miguel Schincariol - 09.ago.26/AFP. — Foto: Gazeta de Alagoas
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