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    Tarcísio e Haddad fazem campanha com cara de 2º turno, sem adversários competitivos, pouca oscilação nas pesquisas e ofuscada pela disputa nacional

    Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) disputam pela 2ª vez o cargo de governador de SP neste domingo (4). Montagem/g1/Divulgação/TV Globo A eleição para o governo de São Paulo de 2026 reeditou, já no primeiro turno, a disputa que Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) travaram no segundo turno de 2022. Com poucos candidatos competitivos e sem grandes oscilações nas pesquisas ao longo da campanha, os dois concentraram a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes, enquanto a disputa presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ocupou parte crescente do d

    G1
    3 de outubro de 2026 às 05:00
    Tarcísio e Haddad fazem campanha com cara de 2º turno, sem adversários competitivos, pouca oscilação nas pesquisas e ofuscada pela disputa nacional
    Foto: G1

    Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) disputam pela 2ª vez o cargo de governador de SP neste domingo (4). — Foto: Montagem/g1/Divulgação/TV Globo

    A eleição para o governo de São Paulo de 2026 reeditou, já no primeiro turno, a disputa que Tarcísio de Freitas ( Republicanos ) e Fernando Haddad ( PT ) travaram no segundo turno de 2022. Com poucos candidatos competitivos e sem grandes oscilações nas pesquisas ao longo da campanha, os dois concentraram a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes, enquanto a disputa presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro ( PL ) ocupou parte crescente do debate político no estado.

    Haddad passou o início do ano, antes da pré-campanha, dizendo que não gostaria de ser candidato e que preferia trabalhar na campanha de Lula , que busca mais um mandato. No fim, foi convencido pelo presidente e deixou o cargo no governo para disputar o Palácio dos Bandeirantes. Ao longo desse período, as pesquisas mostraram poucas mudanças no cenário: Haddad permaneceu na faixa dos 20% das intenções de voto, enquanto Tarcísio aparecia na casa dos 40%, até os últimos Datafolhas que levaram o petista à casa dos 30% e o governador aos 50% dos votos totais .

    Confira a pesquisa do Datafolha para o governo de SP
    Confira a pesquisa do Datafolha para o governo de SP — Foto: G1 · Fonte: G1

    O número reduzido de candidatos competitivos na disputa ao Palácio dos Bandeirantes neste ano e a polarização entre bolsonaristas e petistas fizeram com que as militâncias dos dois lados não se empolgassem com a disputa estadual, focando mais uma vez as discussões para a eleição presidencial e também para a disputa das duas vagas de senador pelo estado, que segue empatada tecnicamente entre quatro candidatos.

    À medida que as pesquisas indicavam a disputa com chances de ser liquidada no primeiro turno, por causa da presença de apenas dois candidatos competitivos, e a liderança folgada do governador Tarcísio de Freitas, apoiado principalmente pela cristalização do voto conservador do interior do estado, a disputa estadual foi perdendo espaço para os demais cargos em disputa neste ano, principalmente para Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

    A campanha começou com uma sequência de problemas que poderiam ter alimentado o debate sobre a gestão estadual. Em maio, um a cidente em uma obra da Sabesp matou quatro pessoas na Zona Oeste de São Paulo .

    No fim de junho, um trem da concessionária Trívia Trens pegou fogo e, em meio à crise nas linhas operadas pela empresa, houve a devolução temporária da concessão para a CPTM . Apesar dos episódios, o clima da disputa estadual esfriou ao longo da campanha.

    Segundo o cientista político Marco Antonio Carvalho Teixeira, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), os escândalos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e do filme "Dark Horse" e as brigas dentro do Supremo Tribunal Federal (STF) contribuíram para tirar o foco das pautas locais e esvaziar a corrida para o Palácio dos Bandeirantes em 2026.

    "O quadro nacional obviamente afetou São Paulo. E o Tarcísio também procurou ficar distante desse processo por conta da posição confortável dele na pesquisa e dos escândalos envolvendo o Flávio. Tanto que ele não apoiou Flávio Bolsonaro de maneira tão enfática, o que fez apenas nessa reta de chegada e evitou participar de debate público", disse.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/eleicoes/2026/noticia/2026/10/03/tarcisio-e-haddad-fazem-campanha-com-cara-de-2o-turno-sem-adversarios-competitivos-pouca-oscilacao-nas-pesquisas-e-ofuscada-pela-disputa-nacional.ghtml.

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    Confira a pesquisa do Datafolha para o governo de SP — Foto: G1

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