Tarcísio chega a debate pior que Alckmin em 2014 e melhor que Covas em 1998
Levantamento compara desempenho eleitoral de Tarcísio com outros candidatos à reeleição em São Paulo antes do primeiro debate televisivo

Candidato à reeleição, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) , chega ao primeiro debate deste domingo (9/8) com menos pontos nas sondagens eleitorais do que Geraldo Alckmin (ex-PSDB) , quando foi reeleito em 2014.
Por outro lado, Tarcísio está em uma situação mais confortável em relação a Mário Covas (PSDB), outro tucano que cumpriu dois mandatos no Palácio dos Bandeirantes .
O Metrópoles fez um levantamento das pesquisas Datafolha antes do primeiro debate da corrida ao governo de São Paulo nas eleições em que havia candidatos disputando a reeleição – Márcio França (PSB), em 2018, não foi considerado porque cumpriu apenas o fim do mandato anterior, quando Alckmin saiu do cargo para disputar a Presidência.

A partir das 20h, Tarcísio e Fernando Haddad (PT) duelam no primeiro debate eleitoral, que será organizado pela Band. No programa, os candidatos ainda não poderão pedir voto, já que a campanha começa apenas em 16 de agosto.
Em 2014, Geraldo Alckmin foi ao debate com 55% das intenções de voto. Já Tarcísio apareceu com 46% dos votos na pesquisa Datafolha, divulgada em julho de 2026. Alckmin tinha uma vantagem de 39 pontos percentuais em relação ao segundo colocado Paulo Skaf (MDB) . A diferença de Tarcísio e Haddad é de 16 pontos percentuais.
Essa distância maior em relação aos demais candidatos dava a Alckmin, nas palavras de um marqueteiro ouvido pelo Metrópoles , mais “gordura para queimar”. Tarcísio, porém, não tem candidatos à direita para tomar-lhe votos. Alckmin e Skaf, em 2014, disputavam os votos do centro e da direita. Ainda havia o candidato petista, Alexandre Padilha, que somava 5% dos votos à época.

O levantamento de julho de 2026 mostrou apenas candidatos à esquerda de Tarcísio. Além de Haddad, o levantamento mostrou Vera Lúcia (PSTU), com 5%, Vivian Mendes (UP), com 4%, e Carlos Machado (PCB), com 4%.
O Missão, partido do MBL, que poderia disputar os votos de Tarcísio, ainda não deliberou sobre um nome para São Paulo.
A situação mais desconfortável dos governadores que já foram reeleitos em São Paulo foi a de Mário Covas, em 1998. À época, o tucano foi ao primeiro debate em terceiro lugar na sondagem divulgada em julho de 1998, e com uma distância pequena em relação a Marta Suplicy (PT), que estava na quarta posição.

Em 25 de agosto daquele ano, quando os candidatos foram ao debate da Band, Francisco Rossi (PDT) liderava as pesquisas. O pedetista já havia sido o adversário de Covas no segundo turno das eleições anteriores. Paulo Maluf (PPB) estava tecnicamente empatado com Rossi.
Depois de Maluf, aparecia o então governador Covas. O tucano ainda estava empatado tecnicamente com Marta, no limite da margem de erro. Quando abriram as urnas, porém, o candidato à reeleição conseguiu chegar ao segundo turno, ainda que tenha tido dificuldades.
Rossi perdeu tração na reta final e terminou em quarto. Marta ficou em terceiro lugar, a apenas 70 mil votos de Covas. Enquanto isso, Maluf liderou a disputa no primeiro turno.

No segundo turno, porém, Covas mudou a postura nos debates. Deixou de lado o perfil técnico e focado em dados administrativos, e partiu para ataques sobre o caráter e a ética de Maluf.
O grande palco da virada de Covas, impulsionada pelo anti-malufismo, foram os debates televisivos.
Projeção de votos no debate de 25 de agosto de 1998
Projeção de votos no debate de 23 de agosto de 2014
Projeção de votos no debate de 9 de agosto de 2026
Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/tarcisio-debate-alckmin-2014-covas-1998.

Ilustração/Metrópoles — Foto: Metrópoles
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