Política

    Taesa: Brasil terá de decidir quanto gastar contra eventos extremos

    CEO diz que reforçar a rede de energia é possível, mas questiona se sociedade pagaria por estrutura "superdimensionada"

    Poder360
    4 de setembro de 2026 às 09:00
    Taesa: Brasil terá de decidir quanto gastar contra eventos extremos
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    CEO diz que reforçar a rede de energia é possível, mas questiona se sociedade pagaria por estrutura “superdimensionada”

    O Brasil terá de decidir o quanto está disposto a gastar para proteger a rede elétrica de eventos climáticos extremos, disse Rinaldo Pecchio, CEO da Taesa (Transmissora Aliança de Energia Elétrica). A declaração foi dada na subestação de energia em Assis, interior de São Paulo, na 5ª feira (3.set.2026). “Você pode fazer uma torre para suportar 120 km/h de vento ou fazer uma para 400 km/h. Só que essa 2ª vai ser muito mais pesada, vai exigir uma fundação muito maior e o custo vai subir bastante. Então, a sociedade precisa decidir quanto quer pagar para ter uma infraestrutura superdimensionada” , disse Pecchio.

    Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD . Inscreva-se Inscreva-se Para o executivo, é tecnicamente possível reforçar as estruturas para suportar eventos muito mais severos, mas isso elevaria significativamente os custos da infraestrutura. A avaliação foi feita no contexto das medidas adotadas pela Taesa diante dos riscos associados ao fenômeno climático El Niño .

    O El Niño e eventos climáticos associados ao aquecimento global podem aumentar os riscos para a rede elétrica com vendavais; na imagem, uma torre de transmissão ao lado da subestação de Assis, no interior de São Paulo
    O El Niño e eventos climáticos associados ao aquecimento global podem aumentar os riscos para a rede elétrica com vendavais; na imagem, uma torre de transmissão ao lado da subestação de Assis, no interior de São Paulo — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    “Não faz sentido você superdimensionar tudo. A gente é vulnerável como país, como sociedade. Se você quiser colocar uma estrutura que suporte qualquer tipo de evento extremo, o investimento vai ser muito maior. Então, temos que estar preparados, mas também temos que avaliar qual é o nível de investimento que faz sentido” , disse Rinaldo Pacheco. A estratégia da companhia é combinar investimentos em manutenção e prevenção com monitoramento meteorológico, planos de contingência e estruturas de emergência para reduzir o tempo de resposta quando uma ocorrência atingir a rede. A empresa destinou cerca de R$ 15 milhões nos últimos 2 anos a ações de manutenção e resiliência, além de preparar equipes, equipamentos e torres de emergência para responder a eventos como vendavais, tempestades e queimadas.

    “Praticamente não existe condição de você reforçar todas as linhas do Brasil para qualquer evento extremo que possa acontecer. O que a gente tem que fazer é estar preparado, ter os equipamentos, ter as equipes e estar junto com as outras transmissoras para, se acontecer, conseguir responder rapidamente” , disse o CEO da Taesa.

    A Taesa tem 16.600 km de linhas de transmissão em 19 unidades da Federação, incluindo Estados do Sul, como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e do Nordeste, como Bahia, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.

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    O redator Diogo Campiteli viajou a Assis (SP) a convite da Taesa.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-infra/taesa-brasil-tera-de-decidir-quanto-gastar-contra-eventos-extremos/.

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