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    Supremo vai escolher entre expor ou esconder suas mazelas

    Daniel Vorcaro está preso, seu banco liquidado e a vida que previra construir arruinada. Seria apenas o destino de um transgressor se na trajetória dos ilícitos não tivesse arrastado consigo ministros do Supremo Tribunal Federal , um procurador da República , parlamentares da cúpula do Congresso e quem mais ainda esteja por aparecer envolvido nessa macabra teia de cooptações e traficância de influências. Leia mais (09/03/2026 - 15h02)

    Folha de S.Paulo
    3 de setembro de 2026 às 18:02
    Supremo vai escolher entre expor ou esconder suas mazelas
    Dois homens vestidos com togas pretas sentados em cadeiras de couro amarelo em ambiente institucional. Um deles está ao centro da imagem, olhando para frente, enquanto o outro está à esquerda, olhando para baixo. Ao fundo, parcialmente visí — Foto: Folha de S.Paulo

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    Daniel Vorcaro está preso, seu banco liquidado e a vida que previra construir arruinada. Seria apenas o destino de um transgressor se na trajetória dos ilícitos não tivesse arrastado consigo ministros do Supremo Tribunal Federal , um procurador da República , parlamentares da cúpula do Congresso e quem mais ainda esteja por aparecer envolvido nessa macabra teia de cooptações e traficância de influências.

    Mendonça e Moraes ficam lado a lado em primeira sessão do STF após novas revelações do caso Master - Antonio Augusto - 2.set.26/STF
    Mendonça e Moraes ficam lado a lado em primeira sessão do STF após novas revelações do caso Master - Antonio Augusto - 2.set.26/STF — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ao que já se sabe, foram-se os anéis. Resta agora aos verdadeiros defensores do Estado de Direito impedir que se percam os dedos, na metáfora representados pelas instituições pilares da República.

    Aos comandantes dos três Poderes cabe sair do modo passivo para se colocarem à disposição do imperativo de preservar a lisura e a confiabilidade da Presidência, do Supremo e do Parlamento. Por ora, os presidentes da República, do STF e do Congresso Nacional não têm se mostrado à altura do desafio.

    Luiz Inácio da Silva busca consultoria de magistrados para se desviar dos estilhaços, Edson Fachin adia "medidas cabíveis" para tempo indeterminado e Davi Alcolumbre diz que não tem de "achar nada" sobre o andamento dos pedidos de impeachment.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os citados Alexandre de Moraes e Paulo Gonet sentaram-se à mesa da primeira sessão do tribunal depois da explosão da bomba numa simulação de normalidade levada ao extremo no intervalo, quando Moraes, Fachin, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin são fotografados aos risos em roda de colegas. Estão todos —porque são todos responsáveis pela higidez da legalidade—, mas principalmente a Corte Suprema, diante de uma escolha: expor, examinar e julgar os fatos com transparência ou mais uma vez estender o manto da impunidade sobre a sujeira que se avoluma e não desaparece.

    A primeira hipótese expõe as chagas, mas pode conter a infecção. A segunda produz outro esqueleto no armário onde o colegiado já havia depositado o Tayayá de Dias Toffoli e que, pelo clima do dia seguinte, parece julgar ainda haver espaço para acomodar mais um.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/09/supremo-vai-escolher-entre-expor-ou-esconder-suas-mazelas.shtml.

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    Mendonça e Moraes ficam lado a lado em primeira sessão do STF após novas revelações do caso Master - Antonio Augusto - 2.set.26/STF — Foto: Folha de S.Paulo

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