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    Supremo tira a toga e veste a camisa de partidos

    O Supremo Tribunal Federal ( STF ) está impedido de realizar sessões plenárias sobre determinados temas sem correr o risco de transformá-las num cenário de faroeste. Leia mais (10/01/2026 - 10h00)

    Folha de S.Paulo
    1 de outubro de 2026 às 13:00
    Supremo tira a toga e veste a camisa de partidos
    Homem idoso com cabelo branco e óculos, vestindo terno azul e gravata, toca a testa com a mão esquerda durante evento formal. Microfone preto está à frente, fundo desfocado em tons de azul. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O Supremo Tribunal Federal ( STF ) está impedido de realizar sessões plenárias sobre determinados temas sem correr o risco de transformá-las num cenário de faroeste.

    O presidente do STF, ministro Edson Fachin - Gabriela Biló - 22.set.26/Folhapress
    O presidente do STF, ministro Edson Fachin - Gabriela Biló - 22.set.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ministros reproduzem o comportamento das torcidas político-partidárias que assolam as redes e todo tipo de ambiente social, dos familiares aos profissionais.

    Magistrados despiram as togas da imparcialidade judicial para vestirem as camisas de suas preferências políticas.

    Não satisfeitos —ou arrogantemente indiferentes— com o repúdio geral à sessão de troca de insultos que (não) tratou do caso do Banco Master , repetiram o bangue-bangue de liminares no episódio da santa padroeira .

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O presidente Edson Fachin foi obrigado a desistir da ideia de pôr o tema em pauta nesta quarta-feira (30) para evitar mais uma exibição de suicídio de reputações.

    Fala-se que Fachin é hesitante, fraco, que a falta de pulso não está à altura do momento, mas espera-se o quê? Que reaja na base do pugilato? Não faz seu estilo.

    Talvez o erro não esteja na incapacidade do presidente da corte de controlar e sim no descontrole dos ministros que se deixam capturar por interesses alheios às suas funções.

    O truque do direcionamento de ações a relatores sensíveis às conveniências dos requerentes evidenciou que há juízes de estimação em Brasília.

    Não bastasse, vimos a sem-cerimônia com que o presidente da República telefonou ao ministro Flávio Dino para colocá-lo no viva-voz numa cerimônia pública, como se falasse a um companheiro de partido.

    Dino interrompeu a ligação, mas no dia seguinte pediu investigação que mantém viva a história da santa. Por essas e outras, o tribunal está dividido, submetido ao risco do vexame a depender do tema abordado nas sessões. Divisão que não tem a ver com o que diz a Constituição e sim quanto ao que determinam as afinidades políticas de cada ala.

    Se é assim que o tribunal pretende se conduzir, suas decisões continuarão tendo de ser cumpridas, mas estarão sempre sob a égide da desconfiança do país.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/10/supremo-tira-a-toga-e-veste-a-camisa-de-partidos.shtml.

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    O presidente do STF, ministro Edson Fachin - Gabriela Biló - 22.set.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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