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    Supremo erode a própria moral de julgador

    Tenha a eleição o resultado que tiver, seja eleito quem for, o Supremo Tribunal Federal ( STF ) tem um encontro marcado com a legitimidade para discernir entre culpas e inocências. Leia mais (09/17/2026 - 09h49)

    Folha de S.Paulo
    17 de setembro de 2026 às 12:49
    Supremo erode a própria moral de julgador
    Cinco ministros do Supremo Tribunal Federal sentados em bancada durante sessão. Ao fundo, bandeira do Brasil. Documentos e microfones estão sobre a mesa. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Tenha a eleição o resultado que tiver, seja eleito quem for, o Supremo Tribunal Federal ( STF ) tem um encontro marcado com a legitimidade para discernir entre culpas e inocências.

    Sessão do STF para decidir sobre abertura de investigação contra Alexandre de Moraes no caso Master - Gustavo Moreno - 15.set.26/STF
    Sessão do STF para decidir sobre abertura de investigação contra Alexandre de Moraes no caso Master - Gustavo Moreno - 15.set.26/STF — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A sessão de terça-feira (15) pôs a nu o que já se sabia, mas o arraigado sentimento de respeito à Justiça resistia em admitir: ao STF hoje não importa o mérito das questões; interessa, antes, o quanto os argumentos atendem às conveniências dos magistrados em litígio.

    Diante disso, como ficam os julgados por um tribunal que deixa de ser um porto seguro na resolução de conflitos legais para se transformar em arena de atritos pessoais e fonte geradora de descrença institucional?

    Ficam à deriva ou, como se diz popularmente, nas mãos do palhaço, provavelmente a se perguntar de quantas arbitrariedade e chicanas ainda serão capazes juízes que protagonizaram as cenas vistas naquela sessão.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Não há como se falar em colegiado num ambiente onde uma facção se comporta à semelhança daquelas tropas de colegiais abrutalhados, os fortões sempre dispostos a submeter a turma à intimidação do assédio permanente.

    O repúdio às manobras e grosserias dos ministros Alexandre de Moraes , Gilmar Mendes e Flávio Dino foi generalizado. Quis o bom senso que não houvesse na hora reação equivalente por parte dos intimidados.

    Não foram eles os fracos. A fragilidade evidenciou-se nos adeptos da truculência, carentes de fundamentos para argumentar à luz da razão.

    O espetáculo de desacato aos pares e à sociedade sinaliza a inutilidade das propostas de reformas como solução, enquanto prevalecer o desrespeito a qualquer tipo de regra ou norma de conduta e civilidade. Valerá a selvageria ao modo de gangues.

    A ministra Cármen Lúcia não falou nada ao longo da sessão, mas disse tudo ao fim do dia. Reconheceu em boa hora a própria omissão —que não foi só dela na derrocada reputacional do Supremo— e produziu perfeita tradução no diagnóstico do "mal-estar cívico" que assola e envergonha a nação.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/09/supremo-erode-a-propria-moral-de-julgador.shtml.

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    Sessão do STF para decidir sobre abertura de investigação contra Alexandre de Moraes no caso Master - Gustavo Moreno - 15.set.26/STF — Foto: Folha de S.Paulo

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