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    Suprema Corte dá aval temporário a salão de festas de Trump na Casa Branca

    A Suprema Corte dos Estados Unidos permitiu temporariamente, nesta sexta-feira (21), que o presidente Donald Trump continue a construção de um luxuoso salão de festas na Casa Branca para substituir a Ala Leste, que ele demoliu no outono passado. Leia mais (08/21/2026 - 16h58)

    Folha de S.Paulo
    21 de agosto de 2026 às 19:58
    Suprema Corte dá aval temporário a salão de festas de Trump na Casa Branca
    Obra de construção com duas grandes estruturas de concreto verticais ao fundo e uma laje em andamento no centro. Diversos trabalhadores e equipamentos estão distribuídos pelo canteiro, cercado por árvores e áreas urbanas ao redor. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A Suprema Corte dos Estados Unidos permitiu temporariamente, nesta sexta-feira (21), que o presidente Donald Trump continue a construção de um luxuoso salão de festas na Casa Branca para substituir a Ala Leste, que ele demoliu no outono passado.

    Obra do salão de festas idealizado por Donald Trump é vista no terreno da Casa Branca, em Washington - Nathan Howard - 13.ago.26/Reuters · Nathan Howard - 13.ago.26/Reuters
    Obra do salão de festas idealizado por Donald Trump é vista no terreno da Casa Branca, em Washington - Nathan Howard - 13.ago.26/Reuters · Nathan Howard - 13.ago.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em uma decisão monocrática e que contém uma única frase, o presidente da Suprema Corte, John Roberts, emitiu uma liminar que dá aos nove juízes do tribunal mais tempo para analisar de forma mais aprofundada se a construção do salão de festas, que terá mais de 8 mil m² , pode prosseguir.

    A decisão de Roberts não estabeleceu um prazo para a próxima manifestação da corte, afirmando apenas que uma decisão de instância inferior contrária ao governo Trump ficaria suspensa "até nova determinação".

    Juízes de instâncias inferiores haviam decidido que Trump excedeu sua autoridade ao dar prosseguimento à obra sem a aprovação do Congresso. Ainda assim, permitiram que os trabalhos continuassem nos últimos meses enquanto o processo judicial tramitava.

    Projeto para novo salão de festas da Casa Branca
    Projeto para novo salão de festas da Casa Branca — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Trump inicialmente disse que o salão de festas, cujo custo é estimado em US$ 400 milhões, era uma ampliação muito necessária para receber adequadamente dignitários estrangeiros, que, por falta de um espaço desse tipo, vinham sendo acomodados em tendas ao ar livre —uma versão do salão que ele construiu em sua propriedade de Mar-a-Lago, na Flórida, mas mais de quatro vezes maior.

    Mas o projeto cresceu em tamanho e objetivo. Nos últimos meses, o presidente e sua equipe jurídica mudaram o foco para enfatizar o que classificam como a necessidade, por razões de segurança nacional, de modernizar o bunker localizado sob a Casa Branca. Construído durante a Segunda Guerra Mundial , o bunker, segundo eles agora afirmam, é parte integrante do projeto.

    Quando o governo pediu aos ministros que interviessem na semana passada, o presidente se referiu ao projeto nas redes sociais como o "Complexo Militar" e afirmou que ele é "vital para nossa segurança nacional e para a segurança de todos os presidentes".

    Restauração de espelho d'água em frente ao Memorial Lincoln, nos Estados Unidos
    Restauração de espelho d'água em frente ao Memorial Lincoln, nos Estados Unidos — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os advogados do presidente também apresentaram à Suprema Corte declarações sob juramento de altos funcionários da segurança nacional, entre eles Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, e Jay Clayton, diretor de inteligência nacional. Eles alertaram que interromper as obras colocaria o presidente e sua família em risco e disseram que as reformas eram urgentemente necessárias para protegê-los contra possíveis ataques.

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    Em 14 de agosto, D. John Sauer, procurador-geral perante a Suprema Corte, afirmou que o projeto estava 65% concluído e que, na prática, já era tarde demais para voltar atrás.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A decisão temporária de Roberts foi emitida duas semanas depois que um colegiado de três juízes de um tribunal de apelações em Washington proferiu uma extensa decisão por 2 votos a 1, segundo a qual o Congresso não havia "cedido ao Poder Executivo autoridade irrestrita para reformular, remodelar e reconstruir de maneira drástica a Casa Branca —a Casa do Povo— a fim de atender aos desejos de um presidente específico".

    Mas o Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Circuito do Distrito de Colúmbia concordou em suspender sua decisão até esta sexta, e as obras continuaram nesse intervalo.

    A contestação ao projeto foi apresentada pelo National Trust for Historic Preservation in the United States, uma organização sem fins lucrativos instituída pelo Congresso para proteger edifícios públicos. O grupo afirmou que o presidente resistiu à fiscalização, violando a Constituição e a legislação federal, que conferem ao Congresso o poder de decidir quais estruturas podem ser construídas em propriedades federais em Washington.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/suprema-corte-da-aval-temporario-a-salao-de-festas-de-trump-na-casa-branca.shtml.

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    Obra do salão de festas idealizado por Donald Trump é vista no terreno da Casa Branca, em Washington - Nathan Howard - 13.ago.26/Reuters · Nathan Howard - 13.ago.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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