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    Superávit não depende só do Executivo, diz Alckmin

    O vice-presidente Geraldo Alckmin ( PSB ), candidato à reeleição na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu o ajuste fiscal e disse que ele não depende só do Poder Executivo. As declarações foram dadas em evento do Santander, nesta segunda-feira (17). Leia mais (08/17/2026 - 12h16)

    Folha de S.Paulo
    17 de agosto de 2026 às 15:16
    Superávit não depende só do Executivo, diz Alckmin
    Homem de meia-idade com cabelo ralo e óculos fala ao microfone em evento. Pessoas sentadas e observando estão desfocadas ao fundo. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O vice-presidente Geraldo Alckmin ( PSB ), candidato à reeleição na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu o ajuste fiscal e disse que ele não depende só do Poder Executivo. As declarações foram dadas em evento do Santander, nesta segunda-feira (17).

    Geraldo Alckmin durante a convenção nacional do PSB em Brasília, em julho, quando o partido oficializou o apoio às candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Alckmin para as eleições - Sergio Lima - 29.jul.26/AFP · Sergio Lim
    Geraldo Alckmin durante a convenção nacional do PSB em Brasília, em julho, quando o partido oficializou o apoio às candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Alckmin para as eleições - Sergio Lima - 29.jul.26/AFP · Sergio Lim — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "É evidente que para um país em desenvolvimento, nós temos que reduzir essa dívida. A tarefa é ir fazendo o superávit. Então, a meta aqui é de 1%. Vamos subir esse superávit e você vai avançando. Isso não depende só do Executivo. Você tem decisões do Judiciário, que tem impacto econômico, e tem decisões do Legislativo", afirmou Alckmin.

    O vice-presidente disse que a primeira tarefa foi zerar o déficit, mas que a tragédia no Rio Grande do Sul afetou as contas públicas. "Claro que não se pode ignorar os fatos, a gravidade dos fatos e a solidariedade nesses momentos", disse.

    O déficit primário ocorre quando as despesas são maiores que as receitas, excluindo gastos com pagamentos dos juros da dívida.

    Vices dos pré-candidatos à Presidência
    Vices dos pré-candidatos à Presidência — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo dados do Tesouro Nacional, o governo federal registrou déficit primário de R$ 61 bilhões em 2025, e de R$ 43 bilhões em 2024 . Para 2026, o governo projeta resultado negativo de R$ 52 bilhões.

    O governo federal considera que cumpre a meta de déficit zero nas contas públicas a partir de 2024, mas, para tanto, precisou excluir uma série de gastos do arcabouço fiscal, a regra que rege as despesas públicas no Brasil, aprovada em 2023.

    Em 2024, gastos de R$ 29 bilhões do governo federal com o auxílio aos atingidos pelas enchentes no Rio Grande do Sul ficaram de fora do arcabouço, permitindo que a União fechasse as contas dentro da meta oficial. Ainda assim, com déficit da ordem de R$ 11 bilhões, aplicadas as exceções.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    Alckmin afitmou que o problema da dívida pública não é só brasileiro, mas mundial, citando países desenvolvidos, como Japão e Estados Unidos

    "Só tem um caminho. É criar uma cultura e combater o privilégio e o desperdício. E aí a sociedade cobrar dos Três Poderes."

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O vice-presidente também citou a discussão no STF (Supremo Tribunal Federal) que pode colocar fim a pautas-bomba.

    "Tudo que não tiver previsão fiscal é ilegal. É imposto que funciona. Se eu criar um gasto e eu não disser de onde vem a receita ou o que eu vou cortar, ele não funciona. Então, eu diria que o Judiciário pode ajudar", disse Alckmin.

    Diante do avanço de novas pautas-bomba no Congresso Nacional , o ministro Gilmar Mendes propôs a edição de uma súmula para definir que toda proposta legislativa que não obedeça a esses parâmetros seja automaticamente declarada inconstitucional.

    "O ministro Gilmar Mendes poderá avançar. E eu sempre digo, não tem pauta-bomba contra o governo. É contra o povo. O governo não fabrica dinheiro, ele tira da sociedade", afirmou Alckmin.

    Sobre as novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, Alckmin voltou a dizer que o governo federal considera a medida como injusta e descabida, dado o superávit norteamericano na balança comercial.

    "Os Estados Unidos têm déficit com o mundo inteiro, mas tem superávit com Brasil, Reino Unido e Austrália, Só os três. Então, não é justo. Se não é justo, a gente tem que trabalhar para resolver", afirmou o vice.

    Ele citou o início do processo de Lei de Reciprocidade, mas disse que a intenção não é retaliar.

    "Olho por olho, no máximo que pode acontecer é todo mundo ficar cego. Nós defendemos livre comércio, acordos e multilateralismo. Para isso precisa ter regra, para isso existe a OMC [Organiação Muncial de Comércio]."

    Alckmin também diz acreditar que vai haver acordo entre o Brasil e os Estados Unidos.

    "Vamos trabalhar firme para reverter esse cenário. O Brasil não sai da mesa de negociação. Vamos ter um pouco de paciência que as coisas vão andar e andar bem. E nós não temos que entrar em briga de Estados Unidos com China. O Brasil tem que defender os seus interesses, não brigar com nenhum dos dois."

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/superavit-nao-depende-so-do-executivo-diz-alckmin.shtml.

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    Geraldo Alckmin durante a convenção nacional do PSB em Brasília, em julho, quando o partido oficializou o apoio às candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Alckmin para as eleições - Sergio Lima - 29.jul.26/AFP · Sergio Lim — Foto: Folha de S.Paulo

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