Economia

    Super El Niño eleva riscos em um mundo com ciclo de água já errático, diz OMM

    Um cachorro caminha sobre o solo rachado na Lagoa Guarne seca, no Parque Arvi, em Medellín, Colômbia – 03/09/2026 (Foto: REUTERS/Juan David Duque) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Rio-seco_El-Nino.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" />Estudo da Organização Meteorológica Mundial mostra a continuidade do declínio de longo prazo no armazenamento de água doce da Terra e do recuo das geleiras The post Super El Niño eleva riscos em um mundo com ciclo de água já errático, diz OMM appeared first on InfoMoney .

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    17 de setembro de 2026 às 15:38
    Super El Niño eleva riscos em um mundo com ciclo de água já errático, diz OMM
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    Um cachorro caminha sobre o solo rachado na Lagoa Guarne seca, no Parque Arvi, em Medellín, Colômbia – 03/09/2026 (Foto: REUTERS/Juan David Duque)

    Rios ao redor do mundo tiveram em 2025 um dos anos mais secos em mais de três décadas, segundo um novo relatório sobre o estado dos recursos hídricos globais da Organização Meteorológica Mundial (OMM). O estudo mostra a continuidade do declínio de longo prazo no armazenamento de água doce da Terra e do recuo das geleiras. Organismo faz o alerta que o fenômeno El Niño em fortalecimento aumenta o risco de seca em algumas áreas e de mais inundações em outras.

    “O relatório mostra que o ciclo da água se tornou mais errático e imprevisível, oscilando entre muito pouco ou demais. Nos últimos sete anos, houve o menor número de rios com fluxos ‘normais’ desde 1991, diz a OMM.

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    Ásia e África juntas foram responsáveis por pelo menos metade de todos os eventos extremos relacionados à água registrados e por mais de 80% das mortes associadas relatadas nos últimos cinco anos, segundo o informe.

    A parcela da área global de bacias que experimenta condições normais de descarga de água permaneceu abaixo da média histórica em cada um dos últimos sete anos (34%–38%, ante uma média de 46% de 1991–2020).

    E o armazenamento de água terrestre (TWS) mostra um declínio persistente desde 2014–2016, com uma área crescente sob condições abaixo do normal.

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    Ao longo dos cinco anos de relatório, descargas abaixo do normal recorrentes foram observadas em grandes partes das bacias do Amazonas e do Prata, América do Norte, África Central e Oriental, Ásia Central e Oriente Médio.

    “Entre 2021 e 2025, o armazenamento abaixo do normal afetou repetidamente o sudoeste dos Estados Unidos, a Patagônia e os Andes subtropicais, as cabeceiras do Ganges–Indo, norte da África, Oriente Médio, Ásia Central e leste da China, enquanto anomalias positivas persistentes ocorreram em partes da África subsaariana, do Sahel e do Planalto Tibetano”, diz o estudo.

    Entre 2023 e 2025, as geleiras perderam massa em cada ano de relatório, com uma perda cumulativa global de massa glacial de 1.400 Gt de água. “O ano de 2025 marcou o quarto ano consecutivo em que todas as principais regiões glaciais experimentaram perda de massa glacial. Algumas regiões com pequenas geleiras (os Alpes Europeus, Escandinávia, o Cáucaso e outras) podem já ter ultrapassado o ‘pico da água’”, afirma o relatório.

    Além disso, déficits persistentes de águas subterrâneas foram observados durante 2022–2025 em partes das Américas, Europa, Oriente Médio, Índia, sul da África e Austrália.

    “Algumas partes desse ciclo são rápidas – como precipitação, fluxo do rio, umidade do solo – elas respondem ao clima em dias ou semanas. Outros, como água subterrânea, geleiras e neve sazonal, são lentos, acumulam-se ou se esgotam ao longo das estações, décadas ou mais. Tradicionalmente, essas reservas lentas atuaram como a conta poupança do planeta: um amortecedor que absorve anos ruins para que uma única seca ou uma única estação seca não se traduzam diretamente em uma crise hídrica”, disse a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.

    Para ela, o mundo está esgotando essa conta poupança. “O armazenamento terrestre global de água tem apresentado uma tendência de queda desde 2014–2016 – um sinal persistente que dura uma década. Pelo quarto ano consecutivo, todas as principais regiões glaciadas da Terra perderam massa de gelo. A água subterrânea conta uma história semelhante: quase dois terços dos poços monitorados no mundo apresentaram condições fora da média histórica em 2025, e o saldo se deslocou ainda mais para o déficit em comparação com 2024, e não para a recuperação”, disse Celeste Saulo.

    “Ao mesmo tempo, estamos vendo mais desastres relacionados à água. O fortalecimento do El Niño aumentará o risco de seca em algumas áreas e de inundações em outras”, disse ela.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mundo/super-el-nino-eleva-riscos-em-um-mundo-com-ciclo-de-agua-ja-erratico-diz-omm/.

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