Brasil

    Super El Niño ameaça produção de alimentos e economia global

    Fenômeno climático pode intensificar secas, enchentes e ondas de calor, provocando perdas agrícolas, inflação e trilhões de dólares em prejuízos

    UOL
    18 de agosto de 2026 às 13:00
    Super El Niño ameaça produção de alimentos e economia global
    Foto: UOL

    O fenômeno climático Super El Niño , em formação no Oceano Pacífico , ameaça gerar sérios impactos na economia global , com reflexos diretos na produção de alimentos , na inflação e nos custos de reconstrução de infraestruturas afetadas por eventos extremos.

    A ocorrência de secas , enchentes e ondas de calor tende a provocar perdas expressivas nas lavouras e reduzir a oferta de itens básicos . A diminuição na produção agrícola eleva os preços ao consumidor final, aumentando a pressão sobre o custo de vida em diversos países.

    Além do setor agropecuário, os eventos climáticos severos causam danos a estradas , moradias e instalações comerciais , somando prejuízos globais na casa dos trilhões de dólares. A interrupção de atividades produtivas e a perda de mercadorias ampliam as perdas de empresas e governos.

    No Estado do Rio Grande do Sul, as fortes chuvas registradas em 2024 causaram mais de 100 deslizamentos em um trecho de apenas 20 quilômetros de rodovia. As obras de reconstrução do local foram estimadas em R$ 700 milhões e permaneciam em andamento dois anos após o desastre.

    A combinação entre a escassez de alimentos e o alto custo para reparar danos estruturais pressiona os índices de inflação e desacelera o crescimento econômico mundial . Especialistas alertam que o impacto financeiro do clima afeta simultaneamente a oferta de produtos e os orçamentos públicos.

    O El Niño altera a circulação atmosférica em todo o planeta a partir do aquecimento das águas do Oceano Pacífico. O episódio atual ocorre em um cenário de temperaturas globais já elevadas em decorrência do aquecimento global.

    Cientistas apontam mais de 90% de probabilidade de consolidação de um El Niño de forte intensidade. O pico do fenômeno está previsto para dezembro, com manutenção de forças intensas ao longo do primeiro semestre do ano de 2027.

    Embora o alcance exato dos prejuízos regionais dependa da evolução do clima nos próximos meses, a comunidade científica confirma que o Super El Niño representa um risco iminente para o abastecimento e a estabilidade financeira global.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www.redetv.uol.com.br/jornalismo/geral/super-el-niño-ameaca-producao-de-alimentos-e-economia-global.

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