Suécia vai às urnas para eleições acirradas com foco em discurso anti-imigração e empobrecimento da população
Homem caminha diante de cartaz do Partido Democrata da Suécia, em 11 de setembro de 2026. Denis Balibouse/ Reuters Após uma campanha dominada por uma população mais empobrecida e em um contexto de segurança cada vez mais tenso, os suecos comparecerão às urnas neste domingo (13) para eleições gerais que prometem ser fortemente acirradas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️ Durante vários meses, tudo parecia decidido: as pesquisas apontavam a ampla vantagem do bloco de oposição do centro e da esquerda, liderada pelos social-democratas de Magdalena Andersson. Nas última
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Homem caminha diante de cartaz do Partido Democrata da Suécia, em 11 de setembro de 2026. — Foto: Denis Balibouse/ Reuters
Após uma campanha dominada por uma população mais empobrecida e em um contexto de segurança cada vez mais tenso, os suecos comparecerão às urnas neste domingo (13) para eleições gerais que prometem ser fortemente acirradas.
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➡️ Durante vários meses, tudo parecia decidido: as pesquisas apontavam a ampla vantagem do bloco de oposição do centro e da esquerda , liderada pelos social-democratas de Magdalena Andersson. Nas últimas semanas, no entanto, a coalizão de centro-direita do primeiro-ministro, Ulf Kristersson, reduziu a diferença. Segundo analistas, o resultado da votação pode ser decidido por uma margem estreita .
Kristersson é apoiado pelo partido anti-imigração Democratas da Suécia (SD).
"Ainda há um pouco de suspense", destacou Jan Teorell, cientista político da Universidade de Estocolmo. As três pesquisas mais recentes mostram o bloco de esquerda e de centro com quase 50% das intenções de voto, contra 47% para as quatro legendas de direita.
Eleitor deposita cédula em urna em votação antecipada em Estocolmo, na Suécia, em 11 de setembro de 2026. — Foto: Denis Balibouse/ Reuters
O bloco de direita prometeu continuar com a política de combate à criminalidade , ao mesmo tempo em que endurece as medidas na área de imigração .
Mas o lema, que permitiu sua chegada ao poder em 2022, enfrenta dificuldades atualmente para gerar o mesmo entusiasmo, segundo Teorell.
Kristersson "chegou ao poder com um programa focado, em particular, no combate à criminalidade e na redução dos preços da energia. A criminalidade e os preços da gasolina diminuíram e, portanto, estes temas já não estão entre as principais preocupações dos eleitores", explicou o cientista político.
Mas, em um país em que as desigualdades não param de crescer e o poder de compra da população diminiu, a esquerda anunciou a intenção de aumentar os impostos sobre os bancos e sobre as rendas mais elevadas para investir em saúde e educação, além de uma proposta de apoio financeiro às famílias .
"Acho que a Suécia mudou e que está muito mais dividida. É necessário melhorar o sistema de saúde e a proteção social", declarou à agência de notícias AFP Hanna Justine Hallbom, de 46 anos, que trabalha na indústria da moda.
Para a líder dos social-democratas, o desafio é determinar "que tipo de país a Suécia deveria ser".
A escolha é entre "uma Suécia onde as pessoas têm trabalho e onde podemos melhorar nosso modelo de proteção social e um país completamente diferente, com um governo dominado pelos Democratas da Suécia, um partido de extrema direita fundado por neonazistas", declarou Magdalena Andersson à AFP durante um comício.
Esta legenda superou, em 2022, o partido de Kristersson para se tornar a segunda força política do país, com quase 20% dos votos.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/09/13/suecia-vai-as-urnas-para-eleicoes-acirradas-com-foco-em-discurso-anti-imigracao-e-empobrecimento-da-populacao.ghtml.

Agora no g1 — Foto: G1
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