STJ retoma punições a cursos de medicina com nota baixa no Enamed
Ministério da Educação quer elevar desempenho de 107 instituições de ensino superior

Ministério da Educação quer elevar desempenho de 107 instituições de ensino superior
O Superior Tribunal de Justiça suspendeu liminarmente na 4ª feira (19.ago.2026) a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região e restabeleceu as medidas cautelares impostas pelo MEC (Ministério da Educação), em março deste ano, a 107 instituições de ensino superior com baixo desempenho no Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) de 2025.
Entre as medidas determinadas para essas instituições estão a suspensão da oferta de vagas vinculadas ao Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e ao Prouni (Programa Universidade para Todos), assim como de novos processos seletivos e vestibulares, e a redução do número de vagas autorizadas.

De acordo com o MEC, as medidas cautelares e as ações de supervisão impostas têm como objetivo promover a melhoria da qualidade dos cursos de medicina e assegurar à população a excelência da formação dos futuros médicos.
“O MEC seguirá defendendo uma abordagem que valorize a formação de qualidade, a responsabilidade das instituições de ensino e o papel do Estado na indução de melhorias, assegurando o direito da população a serviços prestados por profissionais bem formados” , diz o comunicado publicado pelo ministério.
Em nota, a ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior) –entidade que representa instituições e mantenedoras da educação superior privada em todo o país– diz ter tomado conhecimento da decisão proferida pelo STJ e que seguirá acompanhando o tema com serenidade e responsabilidade institucional.

“A entidade informa que sua assessoria jurídica está analisando o teor da decisão e avaliará as medidas cabíveis”, declarou .
Criado pelo MEC, o Enamed será aplicado obrigatoriamente a cada 6 meses pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil.
O exame tem duas funções principais: avaliar a formação médica no país e servir como critério para processos seletivos de residência médica de acesso direto, como no processo unificado do Enare (Exame Nacional de Residências).

Em junho deste ano, o Inep anunciou que o Enamed passa a valer como instrumento de avaliação da proficiência dos estudantes de medicina e da qualidade dos cursos de graduação.
A regra está na nova política integrada para a formação em medicina no país, determinada na Medida Provisória n° 1370 de 2026 . Com isso, os formados nesse curso somente vão poder realizar sua inscrição no CRM (Conselho Regional de Medicina) se tiverem rendimento suficiente no exame. O registro no conselho é obrigatório para o exercício legal da profissão de médico no Brasil.
O Enamed também substituirá integralmente a 1ª fase (teórica) do Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira).

O graduado que não obtiver avaliação satisfatória no Enamed poderá refazê-lo em edições seguintes do exame, realizadas a cada 6 meses, conforme a nova política integrada para formação médica.
Este texto foi publicado originalmente pela Agência Brasil , em 20 de agosto de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360 .

Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/stj-retoma-punicoes-a-cursos-de-medicina-com-nota-baixa-no-enamed/.

O Enamed é aplicado obrigatoriamente a cada 6 meses pelo Inep a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil — Foto: Poder360
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