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    STF vê risco concreto de impeachment de ministros e quer buscar 'PL moderado' para evitar afastamentos

    Com a eleição no domingo (4) de uma forte bancada conservadora no Congresso Nacional e em especial no Senado, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) veem risco concreto de impeachment de integrantes da corte já no primeiro semestre de 2027. Leia mais (10/05/2026 - 08h12)

    Folha de S.Paulo
    5 de outubro de 2026 às 11:12
    STF vê risco concreto de impeachment de ministros e quer buscar 'PL moderado' para evitar afastamentos
    Estátua da Justiça sentada com espada na mão diante do edifício do Supremo Tribunal Federal em Brasília, sob céu azul com nuvens. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Com a eleição no domingo (4) de uma forte bancada conservadora no Congresso Nacional e em especial no Senado, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) veem risco concreto de impeachment de integrantes da corte já no primeiro semestre de 2027.

    Fachada do STF - Pedro Ladeira - 14.set.26/Folhapress · Pedro Ladeira - 14.set.26/Folhapress
    Fachada do STF - Pedro Ladeira - 14.set.26/Folhapress · Pedro Ladeira - 14.set.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Dois magistrados avaliam que será preciso buscar algum tipo de interlocução com parlamentares mais "moderados" do PL , que não necessariamente encampem o radicalismo de direita pelo qual o partido de Flávio Bolsonaro é conhecido.

    O Senado, cujo presidente é o responsável por dar ou não andamento a processos de impeachment contra ministros do Supremo, terá ao menos 49 parlamentares que defendem o afastamento de magistrados do tribunal, sendo que a abertura de um procedimento dessa natureza exige 54 votos. De acordo com auxiliares de outros dois magistrados da corte, esse será um desafio institucional para o presidente do STF, Edson Fachin , que desde o início deste ano tem lidado com uma escalada de desgastes derivados da crise do Banco Master.

    Com a integridade moral de seus membros posta em dúvida , o tribunal avalia que, independentemente de quem for o vencedor da disputa presidencial — Lula ( PT ) ou Flávio—, o Supremo vai continuar a ser um dos principais focos de tensão da política nacional.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A leitura é a de que o tribunal terá dificuldade de sair dos holofotes, especialmente com uma "bancada anti-STF" ativa no Congresso, capaz de encampar pautas que restrinjam poderes da corte, como projetos para limitar decisões individuais e propostas que facilitem a tramitação de pedidos de impeachment .

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    Um dos momentos decisivos é esperado para fevereiro, quando o Congresso iniciará os trabalhos sob nova composição e elegerá a mesa diretora do Senado . A definição dos dirigentes da Casa é considerada crucial para que ministros tracem estratégias para evitar ou retardar esse tipo de procedimento.

    Trilili Urna Eletrônica
    Trilili Urna Eletrônica — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O entorno do ministro Alexandre de Moraes , por exemplo, teme que, com a composição que se definiu para o Congresso, ele nem chegue a assumir a presidência do Supremo em setembro de 2027, em substituição a Fachin.

    Já interlocutores do ministro Flávio Dino , que é do mesmo grupo de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin , também avaliam que ele pode ser uma das primeiras "vítimas" de um Congresso majoritariamente bolsonarista.

    Para essa ala do STF, outro receio é quanto ao número de indicações que o novo presidente da República terá. No próximo mandato, três ministros se aposentam: Luiz Fux em 2028, Cármen Lúcia em 2029 e Gilmar Mendes em 2030, além da vaga já aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso.

    O grupo avalia que, no cenário de Flávio vencedor, o Supremo pode ser instrumentalizado pela direita e perder o chamado "papel contramajoritário" —a função de proteger os direitos das minorias, previstos na Constituição, mesmo quando isso vai contra a maioria da sociedade ou dos representantes eleitos.

    De acordo com um integrante dessa ala, pautas mais conservadoras em temas de saúde, segurança pública e meio ambiente podem acabar sendo chanceladas pela corte, contrariando as jurisprudências atuais.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/stf-ve-risco-concreto-de-impeachment-de-ministros-e-quer-buscar-pl-moderado-para-evitar-afastamentos.shtml.

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    Fachada do STF - Pedro Ladeira - 14.set.26/Folhapress · Pedro Ladeira - 14.set.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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