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    STF recomeça do zero julgamento sobre lei que pode afetar Buser e fretamento por aplicativo

    O STF (Supremo Tribunal Federal) recomeça do zero julgamento que pode definir o entendimento da chamada "doutrina da uberização" do transporte interestadual de passageiros . A corte analisa nesta quarta-feira (26) a validade de lei de Minas Gerais que restringe o fretamento de ônibus por aplicativos. A decisão terá efeitos nacionais e pode afetar o modelo de negócios de empresas como Buser e FlixBus. Leia mais (08/25/2026 - 19h30)

    Folha de S.Paulo
    25 de agosto de 2026 às 22:30
    STF recomeça do zero julgamento sobre lei que pode afetar Buser e fretamento por aplicativo
    Cartão Postal da Rodoviária de Belo Horizonte, Minas Gerais, década de 1970 — Foto: Folha de S.Paulo

    Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme

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    Cartão Postal da Rodoviária de Belo Horizonte, Minas Gerais, década de 1970 - Divulgação · Divulgação
    Cartão Postal da Rodoviária de Belo Horizonte, Minas Gerais, década de 1970 - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    O STF (Supremo Tribunal Federal) recomeça do zero julgamento que pode definir o entendimento da chamada "doutrina da uberização" do transporte interestadual de passageiros . A corte analisa nesta quarta-feira (26) a validade de lei de Minas Gerais que restringe o fretamento de ônibus por aplicativos. A decisão terá efeitos nacionais e pode afetar o modelo de negócios de empresas como Buser e FlixBus.

    O partido Novo e a Buser apresentaram recurso contra norma que manteve a legislação estadual. Eventual declaração de inconstitucionalidade pode estender ao transporte coletivo interestadual a mesma lógica usada em decisões anteriores sobre aplicativos como Uber e 99 .

    Veja cenas da vídeo-reportagem da Folha sobre estradas na Amazônia
    Veja cenas da vídeo-reportagem da Folha sobre estradas na Amazônia — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O julgamento ocorre em plenário físico, após pedido de destaque do presidente do STF, ministro Edson Fachin.

    O caso divide o setor: de um lado, as empresas de fretamento e de linhas regulares de Minas Gerais; do outro, companhias do transporte colaborativo de passageiros e o Novo. A Abrati (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros) defende a manutenção da lei e acompanha o caso.

    A norma mineira exige que o fretamento intermunicipal opere no que é chamado de "circuito fechado": o mesmo grupo de passageiros sai, viaja e retorna junto, no mesmo veículo, com lista nominal enviada previamente ao órgão estadual de trânsito. A lei proíbe a venda fracionada de poltronas por aplicativo e veda embarque ou desembarque ao longo do trajeto ou em rodoviárias usadas pelo transporte público .

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O "circuito aberto" permite comercialização individual de passagens, paradas intermediárias e formação de grupos por aplicativo sem vínculo entre passageiros de ida e volta. É esse segundo modelo que sustenta a operação da Buser.

    As companhias de transporte regular afirmam que a venda fracionada de poltronas por aplicativo configura transporte de linha sem autorização, gera concorrência com empresas sujeitas a obrigações regulatórias como gratuidades e atendimento a rotas de baixa demanda. As plataformas de fretamento colaborativo argumentam que a exigência de circuito fechado não cumpre função regulatória e serve para impedir a entrada de novos operadores. Isso feriria os princípios constitucionais da livre iniciativa e da livre concorrência.

    Os ministros Nunes Marques e André Mendonça já votaram nesse sentido, em sessões anteriores do plenário virtual. A relatora, ministra Cármen Lúcia , votou pela validade da lei mineira, sob o argumento de que o fretamento coletivo tem natureza de serviço público e que critérios operacionais estaduais não impedem a atividade econômica. O resultado deve orientar decisões sobre normas semelhantes em outros estados.

    O presidente do STF, Edson Fachin, ao apresentar pedido de destaque, levou o processo ao plenário físico e o fez recomeçar do zero. Os ministros que já votaram deverão fazê-lo de novo e podem mudar de ideia, se desejarem.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2026/08/stf-recomeca-do-zero-julgamento-sobre-lei-que-pode-afetar-buser-e-fretamento-por-aplicativo.shtml.

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    Cartão Postal da Rodoviária de Belo Horizonte, Minas Gerais, década de 1970 - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo

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