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    STF não pode servir de escudo para desvios individuais, diz Celso de Mello

    O ministro aposentado Celso de Mello , ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), enviou nesta terça (8) uma nota à coluna em que diz que a Corte é maior do que todos e cada um de seus ministros e não pode servir de "escudo protetor de desvios individuais". Leia mais (09/08/2026 - 11h06)

    Folha de S.Paulo
    8 de setembro de 2026 às 14:06
    STF não pode servir de escudo para desvios individuais, diz Celso de Mello
    Última palavra sobre a Constituição é monopólio do Supremo, diz Celso de Mello — Foto: Folha de S.Paulo

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    Celso de Mello, ministro aposentado e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal - Nelson Jr./STF - Divulgação/Nelson Jr./STF - Divulgação · Nelson Jr./STF - Divulgação/Nelson Jr./STF - Divulgação
    Celso de Mello, ministro aposentado e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal - Nelson Jr./STF - Divulgação/Nelson Jr./STF - Divulgação · Nelson Jr./STF - Divulgação/Nelson Jr./STF - Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O ministro aposentado Celso de Mello , ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), enviou nesta terça (8) uma nota à coluna em que diz que a Corte é maior do que todos e cada um de seus ministros e não pode servir de "escudo protetor de desvios individuais".

    "Nenhuma autoridade está acima da lei, nem pode invocar a dignidade do cargo para subtrair-se ao escrutínio público. Quem compromete a própria integridade fere também a confiança pública depositada na instituição", afirma.

    Mello também defende o julgamento público dos casos "que têm provocado perda da confiança social na integridade, imparcialidade e independência dos juízes do STF", sem apontar episódio específico.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "A publicidade dos julgamentos, de outro lado, constitui garantia essencial da República e instrumento indispensável de controle democrático do poder. Quando estão em causa o interesse da sociedade, a moralidade pública e a própria integridade das instituições, não há espaço para sombras, opacidade ou subtração de decisões ao escrutínio dos cidadãos", diz o ex-ministro.

    Segundo ele, "o segredo injustificado alimenta a desconfiança, fragiliza a legitimidade das decisões e compromete a credibilidade do Poder Judiciário."

    "A luz da publicidade não constrange a magistratura: protege-a, dignifica-a e recorda-lhe que, em uma democracia, nenhum poder é absoluto nem pode furtar-se à prestação pública de contas", afirma Mello.

    A manifestação complementa a nota divulgada na noite da segunda (7) por um grupo de 13 ministros aposentados que pede a ação do presidente da corte, Edson Fachin , para o que chamaram de "mais aguda crise" na cúpula do Judiciário do país.

    No documento, os ex-ministros pedem que Fachin faça uma sessão pública para que o plenário do STF determine "imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse tribunal, a confiança do povo e até a estabilidade das instituições democráticas".

    Além de Mello, assinam o documento Rosa Weber , Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa e Eros Grau.

    com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVE IA e KARINA MATIAS

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/09/stf-nao-pode-servir-de-escudo-para-desvios-individuais-diz-celso-de-mello.shtml.

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    Celso de Mello, ministro aposentado e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal - Nelson Jr./STF - Divulgação/Nelson Jr./STF - Divulgação · Nelson Jr./STF - Divulgação/Nelson Jr./STF - Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo

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